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Haddad diz que causaria 'certa estranheza' se Brasil sofresse retaliação com tarifas de Trump

Segundo ministro, EUA têm posição 'muito confortável em relação ao Brasil' por ser superavitário em relação a bens e serviços; 'Vamos manter postura de abertura de negociações', afirmou

1 abr 2025 - 10h43
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PARIS - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 1º, que causaria "certa estranheza" se o Brasil sofresse retaliação injustificada por parte dos Estados Unidos em relação às medidas comerciais que o presidente americano, Donald Trump, prometeu anunciar nesta quarta-feira, 2.

"Nós vamos ter um quadro mais claro do que os Estados Unidos pretendem a partir de amanhã (quarta-feira, 2). Mas o presidente Lula já adiantou que, quando a nação mais rica do mundo adota medidas protecionistas, isso parece não concorrer para a prosperidade geral. O mundo corre o risco de crescer menos", disse Haddad durante entrevista à imprensa no Ministério da Economia da França.

Em seguida, ele falou sobre a reação do Brasil, caso sofra retaliação nas tarifas comerciais. "Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil, porque é superavitário tanto em relação a bens quanto a serviços. Nos causaria certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte."

Segundo Haddad, Lula trabalhou nos últimos anos com o Estado americano. "Nós não fazemos distinção entre governos. Temos uma relação de parceria com o Estado americano e nós vamos manter esta postura de abertura de negociações e de desejo de uma prosperidade mútua nas relações bilaterais", acrescentou.

Colaboração Brasil-França

O ministro participou da Cerimônia de Abertura dos Diálogos Brasil-França junto ao seu homólogo francês, o ministro das Finanças Éric Lombard. Em seu discurso, Haddad ressaltou a importância da cooperação entre os dois países nos níveis econômico, financeiro e ambiental para combater a tendência ao bilateralismo que o cenário econômico mundial vem tomando.

"A colaboração entre Brasil e França é crucial, especialmente em tempos de incertezas econômicas e desafios globais", disse.

Em seguida, um grupo de trabalho formado por diplomatas dos dois países continuou em reunião, e os dois ministros falaram com a imprensa na sala ao lado.

À imprensa Haddad voltou a afirmar a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma forma de combater a tendência protecionista imposta por Trump, enquanto o ministro Lombard disse que faltam alguns ajustes no acordo no que diz respeito à agricultura e à transição ecológica. "As condições hoje não estão reunidas, mas continuaremos a trabalhar", afirmou o ministro francês.

"Este acordo é uma resposta política importante para impedir que o mundo volte a uma situação bipolar que a esta altura não interessa a ninguém. Os defensores da democracia, da sustentabilidade e da liberdade devem colaborar para que o multilateralismo se recoloque com força para que formas sustentáveis de desenvolvimento econômico e relações entre os países possam prosperar", respondeu Haddad.

O ministro brasileiro frisou que as economias dos dois blocos são complementares. "Nossas economias são complementares. Se as integrarmos, podemos torná-las mais competitivas tanto do ponto de vista da agricultura quanto do industrial", completou Haddad.

Estadão
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