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Índice de confiança do consumidor atinge pior nível dos últimos oito meses, diz Associação Comercial

Pesquisa revelou queda da confiança em todas as regiões do País

6 mar 2025 - 14h46
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O Índice Nacional de Confiança (INC), medido pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançou em fevereiro 99 pontos, o seu pior nível desde junho de 2024, quando havia registrado 98 pontos. O índice do mês passado foi 2,9% inferior ao registrado em janeiro deste ano, que registrou 102 pontos, mesmo patamar de fevereiro de 2024.

Queda na confiança do consumidor em fevereiro deste ano impactou negativamente na diminuição da disposição de compras de itens com maior valor, tais como carro e casa, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo
Queda na confiança do consumidor em fevereiro deste ano impactou negativamente na diminuição da disposição de compras de itens com maior valor, tais como carro e casa, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo
Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO / Estadão

Segundo a ACSP, o recuo aponta uma elevação do pessimismo entre os consumidores. A pesquisa, que contou com a participação de 1.679 famílias de diversas regiões, capitais e cidades do interior do Brasil, revelou uma diminuição da confiança em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste e Norte.

Além disso, todas as classes socioeconômicas, especialmente a classe C, demonstraram um recuo na confiança. Os dados apontam ainda para uma piora na percepção das famílias sobre sua situação financeira atual e as expectativas futuras, incluindo renda e emprego. Isso reflete uma sensação de insegurança no mercado de trabalho, contribuindo para o cenário negativo, segundo os dados da sondagem. Como consequência, houve uma redução significativa na disposição dos consumidores para realizar compras de alto valor, como veículos e imóveis, além de uma queda na intenção de adquirir bens duráveis, como eletrodomésticos.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, a queda do INC reflete o desaquecimento econômico, que impacta a geração de empregos e é agravado pela inflação, especialmente nos preços de itens básicos. O alto endividamento das famílias e os juros elevados também contribuem para a cautela dos consumidores, reforçando a tendência de retração no consumo, segundo o economista.

Estadão
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