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Lula: 'Guerras comerciais não têm vencedores'

Sem citar os EUA, presidente critica alta das tarifas em seu discurso em cúpula que reúne representantes dos 33 países da América Latina e do Caribe, em Tegucigalpa, Honduras

9 abr 2025 - 18h49
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união entre os países latino-americanos e caribenhos em seu discurso na IX Cúpula da Celac, em Tegucigalpa, Honduras, e, sem citar os Estados Unidos, criticou a alta das tarifas imposta pelo presidente americano, Donald Trump, que nesta quarta-feira, 9, escalou a guerra comercial com a China.

"Tarifas arbitrárias desestabilizam economia internacional e elevam preço. A história nos ensina que guerras comerciais não tem vencedores", afirmou. O evento reúne representantes dos 33 países da América Latina e do Caribe.

"A América Latina e o Caribe enfrentam hoje um dos momentos mais críticos da história. Percorremos um longo caminho para consolidar nossos ideais de emancipação", disse Lula.

Lula da Silva, ao chegar a Tegucigalpa, onde foi recebido por Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras
Lula da Silva, ao chegar a Tegucigalpa, onde foi recebido por Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

O presidente defendeu que a atuação da região "não deve apenas se orientar por interesses defensivos" e que é preciso um programa de ação estruturada em outros temas, como na defesa da democracia e combate às mudanças climáticas. "É imperativo que a América Latina e o Caribe redefinam seu lugar na nova ordem global que de descortina", afirmou.

A fala do chefe do Executivo vai em linha com apuração do Estadão/Broadcast na semana passada de que Lula aproveitaria o evento em Honduras para tentar arregimentar as Américas a ampliarem o comércio entre si depois do tarifaço de Donald Trump.

"A esperança hoje é a unidade", disse a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que também defendeu mais integração econômica e respeito à soberania dos países do grupo.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, foi na mesma linha. "Em um momento em que o mundo vive uma escalada de tensões, com aumento dos conflitos bélicos e aprofundamento das desigualdades, é crucial unir esforços e trabalharmos juntos pelo bem-estar, a paz e a segurança do povo latino-americano e caribenho", disse ele. "Só a unidade pode nos salvar."

Estadão
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