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Magazine Luiza lucra R$ 102,4 milhões e reverte prejuízo em relação ao 3º trimestre de 2023

A empresa reduziu as despesas financeiras, com queda de 21% frente ao apresentado um ano antes, para sentir menos os efeitos dos juros altos em seu balanço, explica o diretor financeiro

7 nov 2024 - 20h01
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O Magazine Luiza alcançou lucro líquido contábil de R$ 102,4 milhões no terceiro trimestre de 2024, o que reverteu o resultado negativo de R$ 498,3 milhões visto no mesmo período de 2023. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 70 milhões no período, revertendo o prejuízo de R$ 143 milhões.

O diretor financeiro da companhia, Roberto Belissimo, explica que os ajustes foram feitos para excluir efeitos não recorrentes como a marcação a mercado de valores a serem pagos a acionistas de empresas adquiridas no passado.

O Ebitda (os lucros da empresa antes de subtrair os juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 713,5 milhões, revertendo número negativo de R$ 286 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado, por sua vez, também foi positivo em R$ 171,6 milhões, com alta de 47,2%. A margem Ebitda ajustada atingiu 8%, um aumento de 2,3 pontos porcentuais em relação ao ano anterior.

Segundo Bellissimo, a margem Ebitda alcançou patamar histórico, voltando ao nível de resultados vistos antes do período pandêmico. "A evolução do Ebitda foi influenciada pelo aumento da margem bruta de mercadorias e pela diluição das despesas operacionais, incluindo uma melhora dos resultados da Luizacred", diz.

Magazine Luiza busca margens mais altas para se manter rentável nesse cenário
Magazine Luiza busca margens mais altas para se manter rentável nesse cenário
Foto: Felipe Rau / Estadão / Estadão

A receita líquida, por sua vez, avançou 4,9% ante um ano antes, totalizando R$ 9 bilhões.

'À prova de Selic'

Segundo a diretoria da empresa, a Magalu está se transformando em um negócio "à prova de Selic". Belissimo explica que a empresa tem reduzido suas despesas financeiras, com queda de 21% frente ao apresentado um ano antes, para sentir menos os efeitos dos juros altos em seu balanço. Além disso, a companhia busca margens mais altas para se manter rentável nesse cenário. A margem bruta atingiu 31,5%, alta anual de 1,1 ponto porcentual.

"Se os juros estivessem mais baixos, certamente estaríamos crescendo mais. No contexto de juros altos, focamos no crescimento sustentável, com rentabilidade", afirmou ao Estadão/Broadcast.

Isso ajuda a explicar o crescimento das vendas da empresa. No total, o avanço foi de 4,5%, já que o digital tem crescido menos em virtude do repasse dos custos que a empresa tem com a mudança da regra da diferença entre as alíquotas interna e interestadual (difal). O avanço das vendas do shopping virtual foi de 1,4%, enquanto o comércio digital de estoque próprio cresceu 1,2%.

Por outro lado, as lojas físicas se beneficiaram de fechamentos de lojas de concorrentes e cresceram 13,3% no total, sendo 15,2% no conceito "mesmas lojas" (que leva em consideração apenas as lojas que continuam abertas no período de um ano).

"Para o fim do ano, BlackFriday e Natal vamos manter a estratégia do ano todo. É difícil aumentar a rentabilidade, nível de serviço e, ao mesmo tempo, crescer de forma exponencial. Temos crescido em linha com o mercado, que ainda sente taxas de juros elevadas", explicou Belissimo.

Na parte de concessão de crédito, a empresa tem dado passos importantes, como o lançamento do crediário digital, mas Belissimo garante que o processo ainda tem sido conservador na concessão, focando em clientes com crédito pré-aprovado.

Estadão
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