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Mercado mantém projeções de inflação e faz ajustes em PIB e dólar, mostra Focus

31 mar 2025 - 08h57
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Analistas consultados pelo Banco Central mantiveram suas projeções para a inflação neste ano e no próximo, com a expectativa em relação ao crescimento econômico para 2025 recuando ligeiramente, enquanto a previsão para a expansão em 2026 se manteve estável, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,65% ao fim deste ano, mesma previsão da pesquisa anterior, após os especialistas chegarem a elevar as projeções por 19 semanas seguidas em determinado momento deste ano.

Para 2026, a projeção para a inflação brasileira se manteve em 4,50%.

O centro da meta perseguida pelo BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda a previsão de que o PIB brasileiro cresça 1,97% neste ano, abaixo da expansão de 1,98% projetada na semana anterior. Em 2026, a expectativa é de que o crescimento seja de 1,60%, mesmo número do levantamento da semana passada.

Sobre as próximas decisões de política monetária do Banco Central, houve manutenção na expectativa para a taxa básica de juros neste ano e no próximo. A mediana das projeções para a Selic em 2025 é de 15,00%, no que foi a 12ª semana consecutiva com essa expectativa, enquanto para 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%.

O resultado vem na esteira da divulgação do Relatório de Política Monetária pelo BC na semana passada, quando a autarquia piorou sua projeção de crescimento econômico do Brasil em 2025 a 1,9%, contra patamar de 2,1% estimado em dezembro.

No documento, o BC ainda afirmou que em seu cenário de referência a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância da meta ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre. As projeções da autarquia apontam para uma inflação acumulada em 12 meses na faixa de 5,5% e 5,6% nos três primeiros trimestres deste ano, caindo para 5,1% no final do ano.

Os investidores também puderam avaliar dados do IPCA-15 de março, cuja alta desacelerou mais do que o esperado no mês apesar do forte aumento dos alimentos, mas ainda assim registrou a taxa em 12 meses mais elevada em dois anos mesmo em meio a um ciclo de alta de juros pelo Banco Central.

Os agentes do mercado ainda têm prestado atenção a comentários de membros do governo sobre possíveis medidas para a inflação elevada dos alimentos, que o Executivo vê como fundamentais para controlar a trajetória dos preços.

No Focus desta segunda, houve ainda redução na expectativa para o preço do dólar em 2025 para R$5,92, de R$5,95 na semana passada, e manutenção da projeção para 2026 a R$6,00.

A divisa norte-americana acumula queda ante o real de 6,74% neste ano, em movimento puxado por um processo de correção de preço, após sua disparada no fim do ano passado, e maior incerteza em relação aos planos tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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