Metrô, CPTM e Sabesp: pacotão de privatizações gera greve novamente em São Paulo
Sindicatos organizam greve conjunta para enfrentar privatizações de estatais
Eleito defendendo uma pauta liberal, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não está tendo facilidade em colocar em prática umas das suas principais propostas de campanha: privatizar algumas empresas públicas do Estado de São Paulo.
Funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizam, nesta terça, 28, mais uma greve unificada.
Como ocorreu duas vezes em outubro, a ofensiva dos sindicatos tem o objetivo de impedir o plano de terceirização dos serviços e a privatização das estatais, consideradas as três maiores empresas públicas do Estado. O ‘pacotão’ de privatizações envolve várias empresas, entre as quais estão o Metrô, a CPTM e a Sabesp.
A gestão Tarcísio de Freitas tem chamado a greve de "política" e afirmado que os projetos de concessão à iniciativa privada estão sendo debatidos. Os sindicatos, por sua vez, dizem que querem discutir mais esses planos com a sociedade e evitar a piora do serviço.
Privatizações
Embora seja a terceira paralisação do ano, a ofensiva dos sindicalistas parece que não irá impedir o governador de seguir adiante com o plano de privatizações. O governo calcula que o objetivo de privatizar as linhas remanescentes da CPTM e as linhas do Metrô deve ser atingido até o fim do mandato, em 2025.
Já em relação à privatização da Sabesp, o governo enviou em outubro o projeto de lei para a Assembleia Legislativa (Alesp), autorizando a venda da companhia. A expectativa é que a venda seja feita até o final do 1º semestre de 2024.