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Mobilidade elétrica é o futuro inevitável da sustentabilidade

Veículos elétricos reduzem as emissões do setor de transportes e trazem benefícios à saúde, economia e qualidade de vida

19 fev 2025 - 22h10
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Sempre que uma nova tecnologia surge, resistências aparecem. No passado, questionava-se a viabilidade dos automóveis. Hoje, acontece o mesmo com os carros elétricos.

Quando os primeiros automóveis surgiram, muitos focaram nos desafios: falta de postos, manutenção difícil e viabilidade do transporte. Mas essas barreiras foram superadas, e os carros revolucionaram a sociedade, impulsionando a economia, aproximando pessoas e estimulando a inovação.

Agora, vivemos algo semelhante com os veículos elétricos. Sua implementação é essencial para frear as mudanças climáticas. Os VEs reduzem as emissões do setor de transportes, responsável por 13% do CO2 global, além de trazerem benefícios à saúde, economia e qualidade de vida.

Segundo a BloombergNEF, veículos elétricos emitem bem menos CO2 ao longo da vida útil do que os a combustão, mesmo sem energia 100% limpa. Um carro a gasolina libera, em média, 120 gramas de CO2 por km, enquanto os elétricos não emitem gases ao rodar. O ICCT Brasil aponta que os modelos a bateria reduzem até 67% as emissões de gases de efeito estufa.

Muitos questionam a autonomia dos elétricos, mas a maioria dos motoristas percorre distâncias diárias bem menores do que esses veículos suportam
Muitos questionam a autonomia dos elétricos, mas a maioria dos motoristas percorre distâncias diárias bem menores do que esses veículos suportam
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

Um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, observou queda contínua nas emissões de CO2 na Baía de São Francisco. Entre 2018 e 2022, a poluição veicular caiu 2,6% ao ano. A região se destaca, pois quase 40% dos novos carros registrados em 2023 eram elétricos.

Se olharmos para os ônibus, um estudo da prefeitura de Porto Alegre mostrou que a eletrificação da frota geraria uma economia de R$ 3,7 bilhões até 2050, apenas com abastecimento, além de reduzir custos com poluição do ar, estimados em R$ 9 bilhões anuais para a saúde pública.

Muitos questionam a autonomia dos elétricos, mas a maioria dos motoristas percorre distâncias diárias bem menores do que esses veículos suportam. No início do século 20, também não havia postos de gasolina suficientes, mas a infraestrutura se adaptou à demanda - o mesmo acontece agora.

Outro ponto comum é a dúvida sobre "pontos de recarga insuficientes". Se conseguimos construir uma ampla rede de combustíveis, por que não fazer o mesmo com eletricidade, de forma mais eficiente e sustentável?

A produção de baterias gera emissões, mas sua reciclagem avança rapidamente. No Brasil, 88% da eletricidade vem de fontes limpas, tornando os veículos elétricos ainda mais sustentáveis.

Em 2024, foram vendidos 397.789 veículos eletrificados no Brasil, um aumento de 88,83% em relação a 2023.

Em 1908, diziam que os carros eram inviáveis. Hoje, sabemos que estavam errados. O mesmo vale para os elétricos. Não são tendência, mas a solução mais lógica e eficiente.

Estadão
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