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Negociações não foram fáceis, mas espero finalizar acordo UE-Mercosul em breve, diz comissário

Valdis Dombrovskis, comissário de Economia e Indústria da União Europeia, afirma que ambiente global incerto atual traz oportunidades como a ampliação de acordos de livre comércio

23 abr 2025 - 12h52
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O comissário de Economia e Indústria da União Europeia (UE), Valdis Dombrovskis, disse que espera finalizar acordo com o Mercosul em breve. "Não foi fácil alcançar acordo com Mercosul, negociações foram difíceis dos dois lados. Mas, com a ascensão do governo Trump nos EUA, espero que nossas mentes possam se juntar para finalizá-lo em breve", afirmou o comissário, ao ser questionado em evento do Atlantic Council.

Dombrovskis defendeu que a previsibilidade da UE torna o bloco um "parceiro comercial confiável". Ele também argumentou que o ambiente global incerto atual traz algumas oportunidades, incluindo a ampliação de acordos de livre comércio. Além do Mercosul, o comissário citou negociações em andamento com outros países, incluindo a Índia.

Ele disse que o bloco está disposto a negociar com os Estados Unidos e alcançar um novo acordo comercial, desde que as soluções sejam mutuamente benéficas para ambos os lados. Dombrovskis afirmou que as autoridades europeias ainda esperam resposta dos planos apresentados aos EUA, incluindo da proposta de zerar tarifas sobre bens americanos em troca da mesma medida sobre bens europeus.

O comissário de Economia e Indústria da União Europeia (UE), Valdis Dombrovskis
O comissário de Economia e Indústria da União Europeia (UE), Valdis Dombrovskis
Foto: Euifis/Divulgação / Estadão

"Queremos remover barreiras comerciais", pontuou o comissário. "Mas precisamos de mais clareza sobre as novas políticas de exportação dos EUA."

A União Europeia quer preservar o sistema internacional baseado em regras, afirmou Dombrovskis. Questionado sobre a postura quanto à China, o comissário disse que permanecem preocupações sobre a capacidade excessiva de produção do gigante asiático e dúvidas se os bens chineses serão redirecionados para a Europa, com a escalada das tensões com os EUA.

Sobre o aumento nos gastos em defesa, Dombrovskis ressaltou que países-membros devem equilibrá-los com as outras prioridades, apesar de considerar a medida como "essencial". "A transição será gradual", disse, acrescentando que o ritmo deve permitir que a UE eventualmente aborde soluções para o nível elevado dos déficits públicos. "A Europa não era ativa em defesa, então investir nisso é uma prioridade nova", destacou.

Estadão
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