Separar PF da PJ é lição de especialistas a empreendedores
Live foi realizada na quinta (28) com patrocínio do C6 Bank
Os empreendedores precisam ter limites claros entre o negócio e sua vida pessoal, tanto em questões emocionais quanto práticas como as finanças. Essa é uma das principais lições que fica, dos especialistas que participaram do evento ao vivo “Mesa de empreendedorismo”, realizado pelo Terra com patrocínio do C6 Bank ontem, 28.
Participaram da live Caio Ribeiro Monteiro, do Sebrae, Monisi Costa, Head de Produtos e Negócios do C6 Bank, e Juliana Sacchi, Strategic Advisor na Elas que Lucrem, com a mediação de Paola Cecchi.
Os entrevistados também concordaram que um dos principais desafios dos novos negócios é a gestão financeira, principalmente para o empreendedor por necessidade, aquele que, diferente de quem empreende por oportunidade, acaba abrindo um negócio por conta da dificuldade em encontrar uma oportunidade de trabalho.
Dentro desse cenário, tempo é dinheiro: “O empreendedor vê toda burocracia como um tempo roubado do seu negócio, por isso as soluções devem ser simples e tomar o menor tempo possível, como resolver uma questão bancária online em vez de ter de ir até uma agência, além de ter preços baixos. Na busca por bancos, então, os empreendedores procuram soluções mais simples e mais baratas”, contou Monisi Costa.
Como separar a vida pessoal dos negócios
Na live foram apresentados casos de empreendedores que contaram que, no início, não sabiam separar as contas do negócio das pessoais, e como isso atrapalhou o seu desenvolvimento como empresa.
Nesse tópico, Juliana Secchi lembrou que uma recomendação que ela dá para empreendedores é ter um mentor que possa ajudar dando conselhos, e que uma das primeiras lições que teve de seu mentor, no início de sua carreira, foi a de separar as contas da empresa das contas pessoais, o que foi importante para o seu negócio.
Os fundadores da Splash Bebidas Urbanas, Brunna Fariziel e Lucas Moreira, que são um casal, contaram que no começo tiveram dificuldade em separar a vida pessoal das finanças, mas para que o negócio desse certo tiveram de aprender a fazer isso.
Já pela experiência no banco digital, Monisi Costa relatou: “Uma coisa que a gente vê muito acontecer é não separar muito a pessoa física (PF) da jurídica (PJ), quando o empreendedor ainda é a empresa, não tem funcionários. O empreendedor que vai fazer, por exemplo, uma reforma em sua casa, tem que fazer isso a partir da renda ou do salário, sendo que uma das despesas da empresa é o salário, ou pró-labore, o que na gestão deve ser separado das finanças da empresa. Por isso a importância de ter uma conta jurídica e uma física”.
A mediadora, Paola Cecchi, mencionou que muitos empreendedores ainda utilizam sua conta pessoal para seus negócios. Para Costa, isso se deve ao fato de que muitos empreendedores ainda não sabem que abrir uma conta PJ hoje é muito mais simples, o que pode ser feito em cerca de 15 minutos por meio de um aplicativo.
Ela lembra ainda que, na hora de abrir uma conta PJ, o empreendedor deve pesquisar para não pagar mais caro: “Há bancos que cobram Pix de pessoa jurídica, não necessariamente essa cobrança precisa acontecer e muita gente não sabe dessa cobrança”. Para Caio Ribeiro, o advento das contas digitais ainda facilitou essa transferência entre as contas física e jurídica.
Como saber quando chegou o “Ponto de Virada”?
A live teve como tema o famoso “ponto de virada”, quando uma empresa chega ao sucesso. Mas como saber que sua empresa chegou nesse ponto? Cada especialista colaborou com um ponto de vista:
Para Juliana Secchi, o ponto de virada acontece em vários momentos, e muitas vezes pode aparecer que ele chegou mas isso não aconteceu ainda, e pode acontecer quando menos se espera, num momento de dificuldade: “Se isso acontece e você tem um lado financeiro forte e o emocional fortalecido, isso pode indicar um ponto de virada”.
Para Monisi Costa, há alguns pontos de virada: “O primeiro ponto pode ser para o vendedor ver que o consumidor está comprando o seu produto, ou para o prestador ver que está conseguindo entregar o seu serviço, e quando esses serviços ou produtos são cobrados. Outro ponto é o ‘break even point’ (ponto de equilíbrio). Com planejamento e disciplina você percebe que depois de trabalhar no negativo, o que é normal, em algum momento chega esse ponto de virada em que a sua empresa passa a ter lucro. Outro momento é o payback, quando a empresa devolve o que foi investido”.
Caio Monteiro comenta que um bom indicador de ponto de virada é que os clientes estão voltando, e também quando o empreendedor percebe a chegada de mais e mais novos clientes.
Assista à live "O ponto de virada das empresas de sucesso" na íntegra: