Três em cada quatro empresas no Brasil não têm área dedicada à diversidade e inclusão, diz pesquisa
Levantamento da startup To.gather revela que, na maioria das companhias no País, pautas de diversidade competem com outras demandas do setor de RH e não recebem investimento específico
A maior parte das empresas no Brasil não dispõe de área ou liderança para criar e gerir exclusivamente políticas de diversidade e inclusão (D&I). Segundo o estudo Panorama da diversidade nas organizações, publicado em maio pela startup de dados de diversidade To.gather, 60,9% das companhias no País encaminham a pauta ao setor de Recursos Humanos (RH), em meio a outras demandas.
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As políticas de D&I são tratadas com dedicação exclusiva por somente 22,1% das empresas, segundo o levantamento, que mapeou 289 companhias de 20 segmentos do mercado. Outras organizações ainda conduzem a pauta por meio de departamentos corporativos diversos como os de Comunicação, de Sustentabilidade e de ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança).
Por isso, Sales pontua ser importante que a agenda esteja estruturada em políticas de governança corporativa para garantir sua continuidade. "O ideal é que a área de D&I tenha um caráter institucional, ligada diretamente à presidência da empresa, com um olhar transversal, porque quem faz a D&I acontecer no dia a dia são lideranças de todas as áreas da empresa, inclusive as que estão na ponta."
Além do engajamento desde a alta liderança, criar metas para D&I e atrelá-las à remuneração de executivos pode ser uma das formas de acelerar a agenda no ambiente corporativo, diz o consultor. "É importante que a empresa tenha compromisso com o tema e metas que possam impactar a remuneração dos executivos e que sejam acompanhadas pelo mercado do ponto de vista da transparência. (A empresa também deve ter) clareza do caminho que ela quer tomar e saber como esse tema se conecta à sua cultura."