Belo Horizonte - Pausa na João Havelange de prioridade absoluta para o jogo contra o Boca Juniors, pela Copa Mercosul, quarta-feira. Essa é a diretriz do técnico Valdonedo Xavier para o Atlético.
“Só vou começar a pensar na João Havelange na quinta-feira. A prioridade é o Boca Juniors, um clube experiente e acostumado a esse tipo de competição. Posso adiantar que o espírito de luta dos jogadores vai ser maior do que foi na partida contra o São Paulo, além de poder contar com a presença de nossa torcida maravilhosa, que quer e gosta desse tipo de jogo. Vamos unir todas as forças", afirma.
Apesar de derrotado, por 2 a 1, pelo São Paulo, sábado, pela Copa Havelange, o time ainda tem chances de classificação. “Não jogamos a toalha ainda. Enquanto houver possibilidades, vamos lutar por elas" _ diz o treinador, que terá que encontrar substitutos para Célio Silva e Guilherme, expulsos, e Cleison, que recebeu o quinto cartão amarelo.
Valdonedo Xavier ficou satisfeito com a atuação contra o São Paulo, que marcou sua estréia oficial na função (contra o Gama, atuou interinamente). “Tecnicamente, taticamente, o time foi muito bom. Os jogadores foram heróicos, desempenharam suas funções, o espírito de luta, a garra. Mesmo com dois jogadores a menos, mostramos capacidade para cavar oportunidades e empatar o jogo. A arbitragem foi mesmo o fator de desequílibrio e prejudicou o Atlético - até mesmo a imprensa paulista reconheceu isso", considera.
Para Marques, essa arbitragem estragou o espetáculo: “Ao longo do campeonato, sempre que houve uma maneira de prejudicar o Atlético e ajudar o outro lado, essa maneira prevaleceu. Já tivemos casos de pênaltis que não foram marcados e, anteontem, um gol anulado que, se fosse para o time da casa, seria validado".
Marques crê que o Atlético fez uma das suas melhoras partidas contra o São Paulo. “Ainda temos chance. Se a gente souber aproveitar bem e manter o ritmo que apresentamos contra o São Paulo, podemos nos classificar na Copa João Havelange".
Os jogadores se reapresentam hoje, às 16h30, no CT de Vespasiano. No departamento médico, a maior dúvida é o zagueiro Cápria, que cortou o supercílio em cabeçada com o zagueiro Rogério Pinheiro, do São Paulo, no final da partida de sábado. Cápria chegou a ir para o hospital, porque teve convulsões.