Rio - Nada mudou no jeito baiano – calmo, de fala mansa e roupas simples. Mas o semblante de Magno Alves na quinta-feira, no dia seguinte à vitória do Fluminense sobre o Juventude (MT), pela Copa do Brasil, no qual fez o gol da classificação, foi um dos mais contagiantes que já apresentou em 2001. Feliz com por ter assegurado a vaga com um gol nos acréscimos, o atacante parece ter esquecido de vez os momentos difíceis que passou neste ano: a demora na renovação de contrato e o pênalti perdido contra o Flamengo, na decisão da Taça Guanabara.
"Foi o gol mais importante que já fiz. Não pela classificação em si, mas pela maneira como aconteceu. Seria uma vergonha se fôssemos eliminados por um time desconhecido, em pleno Maracanã, só por causa de um golzinho", disse o atacante. "Passei o jogo inteiro lutando, correndo, e àquela altura já pensava se não sobraria nem uma bolinha para o Magnata? Mas sobrou, graças a Deus, e eu aproveitei".
A religião é a nova marca registrada de Magno Alves. Evangélico há cinco anos, ele agora comemora seus gols mostrando uma camiseta com os dizeres "Jesus salvou minha vida". "Realmente não mostrava este meu lado, mas sempre tive muita fé. Agora estou ainda mais praticante. Os momentos de cantar axé e forró ficaram para trás. Agora tudo que faço é em homenagem ao "Homem"", comentou o atacante, que aderiu à moda por influência dos jogadores do São Caetano, algoz do Fluminense na Copa João Havelange.
Ele garante que as horas dedicadas à oração surtiram efeito. "Sei que vinha jogando bem desde que voltei a ser titular. Mas agora todos reconhecem".