Rio - Acostumada a se hospedar em hotéis luxuosos e repleto de estrelas, a Seleção Brasileira está vivendo uma situação curiosa nesta fase de preparação para a Copa das Confederações. Em Kashima, a delegação foi instalada no Aton Hotel, cuja estrutura é bem inferior à dos hotéis com os quais a delegação do Brasil está acostumada.
As dificuldades começam logo na recepção. Nenhum funcionário do hotel fala uma palavra sequer em inglês. A sorte da delegação é que uma intérprete está 24 horas por dia com a equipe. Por ser muito modesto, o hotel não faz câmbio. Quem quiser trocar dinheiro necessita ir ao banco mais próximo.
As dores de cabeça aumentam quando se chega aos quartos. Minúsculos, eles têm cerca de 11 metros quadrados e não possuem frigobar. O banheiro é feito de plástico e parecido com aqueles usados em trailers. A diária padrão sai por cerca de US$ 60.
“Claro que não é um sonho, mas foi o local que a Fifa determinou e só nos resta cumprir. As duas coisas que mais queremos é descansar bem e ter uma boa alimentação. E estamos tendo. É isso que importa”, diz Leão.
A situação fica mais insólita quando se sabe que a seleção de Camarões, companheira de grupo do Brasil, foi acomodada em um hotel bem melhor do que o destinado à Seleção. O hotel dos camaroneses, cuja diária gira em torno de US$ 70, possui até heliporto.
“Não sei qual foi o critério usado. Só sei que foi uma determinação da Fifa que é a organizadora do torneio. Foi uma decisão que veio pronta. Não se trata de um grande hotel, não tem muito luxo, mas dá para ficar sem nenhum problema”, afirmou o coordenador Antonio Lopes que diz não ter havido reclamação por parte dos jogadores.
“Pela Seleção a gente faz qualquer sacrifício”, confirmou o goleiro Carlos Germano.
O meia Robert também seguiu o mesmo caminho. “Já fiquei instalado em lugares muito piores. Está bom demais. Pela Seleção, a gente ficava até em uma barraquinha. Isso não vai nos atrapalhar em nada.”