Atletismo: brasileiras avançam à semi no Mundial Juvenil
8 jul2011 - 14h30
(atualizado às 14h56)
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As velocistas Tamiris de Liz e Beatriz de Oliveira de Souza disputaram a fase preliminar dos 200 m na manhã desta sexta-feira, no terceiro dia do Campeonato Mundial de Menores, em Lille, na França.
Tamiriz, que foi finalista nos 100 m, ficou em segundo lugar na Série 2 com 24s65 e avançou automaticamente para a semifinal, que será realizada no sábado, a partir das 11h10 (de Brasília). Beatriz foi a terceira na Série 5 com 25s02 e se classificou, garantindo assim a presença na semifinal.
Na versão masculina da prova, Marden dos Reis Alves foi o 5º na Série 5 com 22s97 e não passou para a fase seguinte. Ainda na tarde desta sexta-feira, a potiguar Elysle da Silva Albino disputa os 5.000 m marcha.
Neste sábado, penúltimo dia do campeonato, que acontece no Stadium Lille Metropole, as equipes brasileiras, masculina e feminina, disputam o revezamento Medley: 100 m + 200 m + 300 m + 400 m. A comissão técnica está decidindo os nomes. A preliminar feminina está marcada para às 05h55 (de Brasília) e a masculina, às 06h30.
Joaquim Cruz era um dos favoritos ao ouro em Los Angeles 1984 na prova dos 800 m ao lado de Sebastian Coe, recordista mundial, e do campeão olímpico Steve Ovett. Na prova final, o brasileiro começou um sprint desde o 3º lugar e venceu a prova, com 1min43s, estabelecendo um novo recorde olímpico. Com isso, Cruz tornou-se o primeiro brasileiro no atletismo a conseguir a medalha de ouro desde Adhemar Ferreira da Silva
Joaquim Cruz era um dos favoritos ao ouro em Los Angeles 1984 na prova dos 800 m ao lado de Sebastian Coe, recordista mundial, e do campeão olímpico Steve Ovett. Na prova final, o brasileiro começou um sprint desde o 3º lugar e venceu a prova, com 1min43s, estabelecendo um novo recorde olímpico. Com isso, Cruz tornou-se o primeiro brasileiro no atletismo a conseguir a medalha de ouro desde Adhemar Ferreira da Silva
Foto: Getty Images
Joaquim Cruz voltou a brilhar em Seul 1988. Na decisão pela medalha, o brasileiro liderava a prova dos 800 m até a curva final, mas acabou ultrapassado pelo queniano Paul Ereng, ficando com a prata. Na Olimpíada seguinte, em Barcelona 1992, Joaquim Cruz não conseguiu continuar a competir em alto nível por conta de um problema no tendão. Apesar disso, no Pan de 1995, em Mar Del Plata, ainda conquistou a medalha de ouro. Encerrou a carreira no Troféu Brasil de 1997, no Rio de Janeiro
Foto: Getty Images
Adhemar Ferreira da Silva foi o 1º brasileiro a conquistar duas medalhas de ouro olímpicas. O atleta do salto triplo, que competia pelo São Paulo, fez história e, em Helsinque 1952, não só conquistou o ouro, mas também bateu o recorde mundial que na época era de 16 m. Adhemar superou a marca quatro vezes na competição, com 16,05 m, 16,09 m, 16,12 m e 16,22 m. Em Melbourne 1956, mais um ouro, desta vez com 16,36 m. Adhemar morreu em 12 de janeiro de 2001
Foto: Getty Images
João do Pulo seguiu os passos de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo. O atleta bateu o recorde mundial no Pan da Cidade do México 1975, com 17,89 m. Para Olimpíada de Montreal 1976, João era a principal esperança brasileira para o ouro, mas foi superado pelo rival Viktor Saneyev, da União Soviética, e pelo americano James Butts, ficando com o bronze, resultado repetido em Moscou 1980, quando novamente foi batido pelo soviético. João do Pulo morreu em 29 de maio de 1999
Foto: AFP
Maurren Maggi chegou ao auge de sua carreira no salto em distância de maneira tardia. A única mulher a conquistar o ouro olímpico em um esporte individual passou por vários problemas antes do título em Pequim 2008, aos 31 anos. O principal deles veio às vésperas do Pan de Santo Domingo 2003. Maurren defendia o título do torneio, mas foi suspensa por doping. A atleta, então, voltou em alta, e conseguiu conquistar o ouro no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, e na Olimpíada de Pequim
Foto: AFP
Nelson Prudêncio foi, ao lado de Adhemar Ferreira da Silva, um dos maiores atletas do salto triplo da história e conquistou duas medalhas olímpicas, uma de prata na Cidade do México 1968, e outra de bronze, em Munique 1972. Mas a conquista no México foi especial. Prudêncio, o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile chegaram a quebrar o recorde mundial 9 vezes em apenas 4h. Mas a marca final foi do soviético, com 17,37 m, tendo o brasileiro em segundo com 17,27 m
Foto: Gazeta Press
O revezamento 4x100 m masculino levou o bronze em Atlanta 1996 aliando sorte e competência. O Brasil tinha Arnaldo de Oliveira, Robson Caetano, Édson Luciano Ribeiro e André Domingos e ficou em 2º entre todas as equipes da semi. Na final, Arnaldo foi o primeiro e passou o bastão para Robson, que entregou a Édson e este para André. O Canadá, com o então recordista mundial Donovan Bailey, ficou em primeiro e derrubou os americanos, favoritos absolutos, que acabaram com a prata.
Foto: AFP
A equipe 4x100 m de atletismo brasileira fez história na Olimpíada de Sydney, em 2000. Claudinei Quirino, Edson Luciano, André Domingos e Vicente Lenílson melhoraram o resultado de Atlanta e ficaram com a medalha de prata; apenas atrás dos Estados Unidos.
Foto: AFP
Vanderlei Cordeiro conquistou apenas uma medalha de bronze nas Olimpíadas, mas a história desse pódio é bastante curiosa. Na maratona de Atenas 2004, o atleta liderava com folga e poderia alcançar o ouro. Isso se não fosse o sacerdote Cornelius Horan. A poucos km do fim da prova, o irlandês invadiu a pista e empurrou o brasileiro para fora. Ajudado por espectadores, Vanderlei conseguiu voltar, mas chegou apenas em 3º, sendo aplaudido de pé quando entrou no Estádio Panathinaiko
Foto: AFP
Além do bronze no revezamento em Atlanta 1996, Robson Caetano também conquistou o terceiro lugar nos 200 m rasos, em Seul 1988. O atleta sempre foi especialista em provas curtas sendo, inclusive, o detentor do recorde sul-americano dos 100 m rasos, com 10 s cravados. Além das duas medalhas olímpicas, Robson Caetano é bicampeão pan-americano. Os ouros na competição continental vieram em Havana 1991, sendo um deles nos 100 m e outro nos 200 m