Novo vencedor da F1 fala 5 línguas e é fã de xadrez; conheça
Vincitore, Gewinner, Winner, Ganador e Gagnant são palavras que Nico Rosberg poderá usar a partir deste domingo para falar sobre sua carreira na Fórmula 1. No Grande Prêmio da China, ele superou retrospecto de 111 corridas para se tornar vencedor pela primeira vez na categoria, algo que poderá comemorar nas cinco línguas em que é fluente.
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Os idiomas distintos que Rosberg sabe falar são na verdade reflexo de uma espécie de falta de identidade nacional do qual o mais recente vencedor sofre. Por ser filho do ex-piloto Keke Rosberg, campeão da Fórmula 1 em 1982 que nasceu na Suécia, mas competiu defendendo a bandeira da Finlândia, Nico rodou o mundo desde a infância. Nascido na Alemanha, foi criado em Mônaco. Por isso, é fluente em italiano, alemão, inglês, espanhol e francês.
Mesmo assim, o piloto competiu como finlandês nas categorias de base do automobilismo, apesar de não saber falar o idioma do país nórdico. Quando começou a se destacar, teve de escolher uma nacionalidade para si próprio. "Eu sentia que faltava algo, algo que, por exemplo, os pilotos brasileiros têm quando sobem ao pódio e comemoram suas vitórias segurando uma bandeira do Brasil", relatou o piloto em entrevista antiga, publicada pelo jornal Helsingin Sanomat em 2005.
Assim, Nico Rosberg adquiriu interesses distintos, os quais pode aproveitar em suas viagens pelo mundo seguindo o circuito da Fórmula 1. O piloto se declara grande fã de xadrez e gamão, embora também goste de triatlo, combinado de esportes que pode ajudá-lo a manter a forma física para o automobilismo, e futebol. Nas horas vagas, se diverte cantando em karaokês. Fotografia é outro grande interesse do campeão do GP da China.
Rosberg poderá guardar muitas imagens referentes à prova no circuito de Xangai, depois de um final de semana considerado "perfeito": conseguiu a primeira pole da carreira e, na sequência, a primeira vitória, aos 26 anos e depois de 111 corridas disputadas. O feito o livra do rótulo de eterna promessa e, aliado à possível evolução da Mercedes na temporada, pode credenciá-lo a cargo superior ao de coadjuvante no campeonato. Rosberg tem um futuro promissor no automobilismo.
No passado, ele prometia destaque em outras áreas: foi um estudante aplicado no colegial, e suas boas notas o levaram a conseguir vaga em uma universidade de Londres. Se não tivesse decidido levar a carreira de piloto, teria estudado aerodinâmica, com grande possibilidade de trabalhar com algo relacionado ao automobilismo. O título da Fórmula BMW fez a cabeça do piloto em favor da profissão atual.
Assim, ele pode se tornar mais um a entrar para o hall de pilotos alemães de destaque na Fórmula 1: divide equipe com o heptacampeão Michael Schumacher e compete com o mais jovem campeão da Fórmula 1, Sebastian Vettel. Talvez até o final da temporada Nico Rosberg possa criar em si uma noção consistente de nacionalidade, algo que nunca teve. Em 2005, quando venceu o GP do Bahrein e conquistou o título da GP2, admitiu que foi estranho ouvir o hino alemão. Mais algumas vitórias e ele talvez se acostume.