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Neymar

De ídolo geracional a sonhos frustrados por lesões: relembre a trajetória do Neymar fora do Santos

Ao todo, 4.260 dias se passaram desde que o atacante foi apresentador em Barcelona, na Espanha, até sua volta aos braços da torcida do Peixe

31 jan 2025 - 04h59
(atualizado às 07h25)
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Neymar Jr. em visita à Vila Belmiro, Santos, em 2023
Neymar Jr. em visita à Vila Belmiro, Santos, em 2023
Foto: Raul Baretta/ Santos FC

4.260 dias se passaram entre a apresentação de Neymar Jr. no Camp Nou, em Barcelona, na Espanha, e o retorno oficial do Menino da Vila aos braços da torcida do Santos. Nesta sexta-feira, 31, após mais de uma década, o craque, que deixou o Peixe e o futebol brasileiro em junho de 2013, volta a vestir a camisa Alvinegra que o alçou ao estrelato mundial. 

Na última quinta-feira, 30, Neymar 'completou o ciclo' no exterior ao anunciar o retorno ao Santos. Com uma mensagem semelhante à que publicou quando rumou à Espanha, o craque relembrou a despedida de 2013: "Parece até que eu estou voltando no tempo", afirmou, em um vídeo publicado no Instagram. 

A 'volta no tempo', no entanto, não resume a trajetória de conquistas como parte do trio mágico que compôs com Lionel Messi e Luis Suárez, nos tempos de Barcelona, o gosto de 'quase' que deixou no Paris Saint-Germain, e a 'escala' em Riade, na Arábia Saudita, com a passagem frustrada por lesões no Al-Hilal. 

Neymar celebra a conquista da Champions League pelo Barcelona, em 2015
Neymar celebra a conquista da Champions League pelo Barcelona, em 2015
Foto: Ian MacNicol/Getty Images

Desde que deixou o Brasil, Neymar anotou 224 gols e deu 135 assistências, em 366 jogos, além de celebrar as conquistas de 26 títulos. Números também que não dão total vazão à representatividade do jogador para milhares de jovens atletas, bem como ao que 'poderia ter sido', não fossem as lesões. 

O Terra elencou alguns dos destaques da carreira de Neymar desde sua saída do Santos, confira:

Dinastia do trio 'MSN' em Barcelona 

Em uma transferência que parou nos tribunais espanhóis, Neymar chegou ao Barcelona como um dos principais jogadores da América Latina, à frente da Seleção Brasileira e campeão da Copa Libertadores. A apresentação do atacante, inclusive, quebrou recordes na Catalunha: Neymar foi recebido por 56 mil torcedores, superando Zlatán Ibrahimovic que, em 2009, levou 50 mil 'culés' no Camp Nou. 

Pouco depois, com a chegada de Suárez e capitaneado por Messi, o trio MSN construiu uma 'dinastia' no futebol mundial. O auge foi a temporada de 2014/2015 quando, sob o comando de Luís Enrique, o Barcelona venceu a LaLiga, Copa do Rei, a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. 

Por ironia do destino sobre aquele que carregaria a esperança de uma geração de jogadores brasileiros, a conquista da Liga dos Campeões seria a primeira e última de Neymar. Na vitória por 3 a 1 sobre a Juventus, o atacante marcou o gol que selaria a conquista blaugrana, que rendeu também a tríplice coroa. 

Neymar, Messi e Suárez durante treino pelo Barcelona, em 2017
Neymar, Messi e Suárez durante treino pelo Barcelona, em 2017
Foto: Ira L. Black/Corbis via Getty Images

Mesmo sem outra Champions, Neymar continuaria a somar experiência e marcar os torcedores com suas atuações no Barcelona. Em sua última temporada na Catalunha, o brasileiro foi o maestro na vitória pelas oitavas do torneio continental. Após perder para o PSG por 4 a 0 na ida, liderou o 6 a 1 na volta, no Camp Nou, com dois gols e uma assistência. O Barça, no entanto, caiu nas quartas para a Juventus, no que foi a despedida do atacante. 

Entre 2013 e 2017, Neymar acumulou 186 jogos, 105 gols e 62 assistências pelo Barcelona, além das conquistas de três Copas do Rei, duas LaLiga, uma Champions, um Mundial de Clubes, uma Supercopa da Espanha e uma Supercopa da Europa. 

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Gosto de 'quase' em Paris

Com a perspectiva de sair da 'sombra' de Messi, Neymar voltou a provocar um 'terremoto' no mercado da bola ao deixar o Barcelona com destino a Paris, como principal nome do projeto de futebol de Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG. Apresentado na Torre Eiffel, o jogador foi vendido por 222 milhões de euros, aproximadamente R$ 813,6 milhões, em 2018, no que viria a ser a maior transferência da história. 

Ao lado de um jovem Kylian Mbappé, Neymar, enfim, se tornaria o camisa 10 que almejava a Bola de Ouro, como melhor jogador do mundo. O poderio, no entanto, não extrapolou as fronteiras francesas. 

Neymar Jr, ao lado de Nasser Al-Khelaif, em sua apresentação ao Paris Saint-Germain
Neymar Jr, ao lado de Nasser Al-Khelaif, em sua apresentação ao Paris Saint-Germain
Foto: Wikicommons

Os Parisienses ficaram no 'quase' da Champions, sonho que Nasser Al-Khelaifi viu escapar pelos dedos, Fora por lesões, Neymar viu o PSG cair no mata-mata do torneio continental por dois anos seguidos. A retomada veio na pandemia. 

Mesmo sem balançar tanto as redes, Neymar se destacou contra o Borussia Dortmund, a surpreendente Atalanta e o RB Leipzig, levando o PSG a sua primeira final da Liga dos Campeões e assumindo o 'manto' de armador que carrega até hoje. Mesmo desfilando sobre os gramados, desmoronou ao ficar com o vice para o campeão Bayern de Munique. 

Na temporada seguinte, o Paris Saint-Germain acabou novamente fora da final, caindo na semi. O dinheiro árabe trouxe estrelas como Lionel Messi e Sergio Ramos à França, mas não foi suficiente para alavancar o projeto de futebol, que começou a 'racha' sob o peso das estrelas. 

Neymar, Mbappé e Messi, antes de partida pelo Campeonato Francês, em 2023
Neymar, Mbappé e Messi, antes de partida pelo Campeonato Francês, em 2023
Foto: Xavier Laine/Getty Images

O clima ruim no vestiário e o acúmulo de lesões deixaram Neymar cada vez mais afastado, que por sua vez atuava menos, levando até ao protesto de torcedores na porta de sua casa. Ele ainda teve o contrato renovado em 2021, e uma cláusula estendeu a parceria até 2027. A permanência de Neymar no PSG, no entanto, estava longe de ser considerada uma unanimidade. 

Fora de tom com a torcida e Mbappé, que viria a se tornar a estrela do PSG, Neymar já não estava mais nos planos do clube francês. Com perspectivas de um possível retorno ao Barcelona, o brasileiro 'esticou' a viagem e desembarcou em Riade, na Arábia Saudita, para outra transferência milionária, desta vez com o Al-Hilal, em 2023. 

Ao todo, foram 173 jogos, 118 gols e 71 assistências pelo Paris Saint-Germain, com o qual conquistou cinco títulos do Campeonato Francês, três Copas da França, duas Copas da Liga e três Supercopas da França. 

Presidente do Santos confirma retorno de Neymar:

Miríade de lesões em Riade

A despedida a Paris não significaria uma despedida ao dinheiro árabe, pelo contrário. Neymar foi adquirido pelo Al-Hilal por 90 milhões de euros, em agosto de 2023, considerada a maior transferência por um clube não europeu da história do futebol. O salário, também, não era nada humilde: 80 milhões de euros (R$ 430 milhões, à época). 

O montante, porém, equivale às lesões sofridas pelo jogador na passagem pelo clube saudita. Foram 17 meses em Riade com apenas sete partidas jogadas, um gol e duas assistências. Neste período, Neymar passou 14 meses em tratamento, o primeiro pelo rompimento do ligamento cruzado do joelho esquerdo, em outubro de 2023, durante uma atuação pela Seleção. 

Ele só retornaria aos gramados pouco mais de um ano depois, em outubro de 2024, quando entrou nos últimos minutos do jogo contra o Al-Ain, em vitória por 5 a 4. A volta foi celebrada e a expectativa era de que Neymar voltasse a ganhar minutos, como aconteceu no jogo seguinte, contra o Esteghlal, pela Champions asiática.

Após um ano afastado, Neymar volta a se lesionar durante partida pelo Al-Hilal, em novembro de 2024
Após um ano afastado, Neymar volta a se lesionar durante partida pelo Al-Hilal, em novembro de 2024
Foto: Yasser Bakhsh/Getty Images

Neymar entrou aos 13 minutos do segundo tempo, mas, a três do fim, lesionou o músculo isquiotibial, sequela da lesão anterior, em novembro de 2024. 

O brasileiro não voltou a atuar com a camisa alviceleste saudita e, fora da Liga e com expectativa de mais três meses em recuperação, também não foi inscrito na segunda metade do campeonato nacional, na reapresentação do elenco em 2025. 

A sequência em baixa abriu margem para que o jogador retornasse ao lugar onde foi revelado. De olho na Copa do Mundo de 2028, Neymar reconheceu que é em um clube como o Santos onde poderá 'receber o carinho que precisa' para sonhar com o tão desejado hexa.

Santos recria voz de Pelé em vídeo para convencer Neymar a voltar para o clube:
Fonte: Redação Terra
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