Triângulo amoroso envolvendo musa da natação agita a Itália
23 set2011 - 14h40
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Melhor nadadora italiana da história, Federica Pellegrini se envolveu no segundo triângulo amoroso em menos de quatro anos. A bela atleta, atual campeã olímpica dos 200 m livre e bicampeã mundial dos 200 e dos 400 m livre, trocou o namorado Luca Marin por Filippo Magnini. Ambos também são nadadores e nasceram na Itália, sendo que Magnini disparou contra o compatriota em declarações colhidas pela revista Io Donna.
A edição polêmica da revista só sairá no sábado, mas a imprensa local já adiantou algumas das palavras de Magnini nesta sexta-feira. Ele chamou Marin de "figura mesquinha" por continuamente falar mal do casal recém-formado.
Os italianos assumiram o namoro há um mês, e desde então Marin, que era comprometido com a atleta desde 2008, vem atacando o compatriota. Marin já disse que vinha sendo traído por Pellegrini "desde maio" e que Magnini só "se interessa pelo circo midiático que existe em torno" da nadadora.
Em entrevista à revista, Magnini finalmente se defendeu das acusações, afirmando não ter "nada a ver" com o fim da história do antigo casal. Ele completou apontando que Pellegrini "não amava mais" Marin e que o compatriota terá de "digerir cedo ou tarde essa amarga verdade".
Por enquanto a estrela da natação italiana se mantém alheia à polêmica. No fim de julho, durante o Mundial de Xangai em que conquistou duas medalhas de ouro, ela simplesmente afirmou que "infelizmente" o namoro com Marin tinha acabado.
Antes de Pellegrini, era Magnini, 29 anos, a principal esperança da natação italiana. Ele foi bicampeão mundial dos 100 m livre em 2005 e 2007, mas decepcionou ao ficar fora da final da prova na Olimpíada de Pequim, em que o brasileiro César Cielo foi o terceiro colocado. Nos últimos dois Mundiais, o italiano também não se classificou à decisão da modalidade.
Esta não é o primeiro triângulo amoroso público ligado ao nome de Pellegrini. A imprensa italiana especula que quando a atleta, 23 anos, começou a sair com Marin, 26, ele estava compromissado com outra nadadora, a francesa Laure Manaudou.
Manaudou, 24, era curiosamente uma das principais rivais de Pellegrini, tendo sido campeã olímpica dos 400 m livre em Atenas-2004. Em maio de 2007, a então revelação francesa deixou o seu país de origem para treinar na Itália e ficar mais próxima do namorado. A aventura longe de casa, porém, só durou seis meses.
Em dezembro, logo após Manaudou terminar o relacionamento com o italiano, fotos feitas em um telefone celular nas quais ela aparecia nua em poses sensuais começaram a fazer sucesso na Internet.
Marin, que a seguir oficializaria o início do namoro com Pellegrini, negou ter sido o responsável pela circulação das imagens. A francesa nunca se recuperou do baque, fracassando nos Jogos Olímpicos de Pequim e dando um tempo na carreira por "falta de vontade" de nadar.
Em junho de 2011, ela anunciou que retomaria os treinamentos, de olho em Londres 2012. Atualmente, a atleta tem uma filha e é casada com o também nadador francês Frederick Bousquet, 30 anos.
Novo casal da natação italiana, Federica Pellegrini e Filippo Magnini estão rendendo polêmica. Eles anunciaram o namoro em agosto, poucos dias após a bela atleta oficializar o fim de seu relacionamento com outro nadador do país, Luca Marin. Desde então, Magnini e Marin vêm trocando farpas via imprensa.
O Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai acabou, mas vários de seus resultados ainda vão dar muito o que falar no mundo da natação. Entre favoritismos confirmados, vitórias surpreendentes e fiascos retumbantes, a maioria dos atletas saiu da competição com sua reputação alterada - para a melhor ou para a pior. Confira agora os 10 destaques e as 10 decepções do Mundial
Foto: Getty Images/Getty Images / AP
Ryan Lochte (EUA) Em Xangai, não teve (quase) para ninguém. Quando Lochte entrou na piscina, saiu dela com a medalha de ouro - a exceção foi o revezamento 4x100 m livre, logo no 1º dia, quando os australianos surpreenderam. O americano saiu definitivamente da sombra de Michael Phelps, derrotou o rival duas vezes e levou para casa os 200 m livre, os 200 m costas, os 200 m e 400 m medley, além de liderar a vitória do time americano no revezamento 4x200 m livre
Foto: Getty Images
Sun Yang (China)Se depender da gritaria dos chineses a cada vez que seu nome era anunciado no telão, o grande astro do Mundial de Xangai é Sun Yang. O jovem de 19 anos foi dominante nas distâncias longas: campeão nos 800 m e nos 1.500 m livre, derrubando um recorde mundial de dez anos nesta última prova. Também foi prata nos 400 m livre e o melhor nadador da China no revezamento 4x200 m livre, ajudando o país a levar o bronze
Foto: Getty Images
Cesar Cielo (Brasil)O caso de doping que atingiu o principal nadador do Brasil a menos de um mês do início do Mundial foi um golpe duríssimo, como o próprio atleta admitiu posteriormente. Liberado para nadar apenas três dias antes do torneio, Cielo nem de longe levou para as piscinas o abalo emocional que sofreu fora dela. Venceu os 50 m borboleta e defendeu fácil o título dos 50 m livre - de negativo, só a ausência no pódio dos 100 m livre
Foto: Getty Images
Federica Pellegrini (Itália)A musa italiana tinha dois objetivos bem definidos no Mundial: defender seus títulos nos 200 m e 400 m livre. Sem passar sufoco, conseguiu. Absoluta nas provas de média distância, ela ainda chamou a atenção pela irreverência na hora de subir ao pódio. Poderia nadar também os 100 m livre, mas acabou desistindo - no dia anterior, havia anunciado o fim do namoro com o também nadador Luca Marin
Foto: AP
Rebecca Soni (EUA) Campeã olímpica dos 200 m peito em Pequim 2008 e vencedora dos 100 m peito no Mundial de Roma 2009, Soni faturou ambas as provas com extrema facilidade no Mundial de Xangai. A americana só não completou a trinca de ouros nos eventos de nado peito porque foi superada por Jessica Hardy e Yuliya Efimova nos 50 m, ficando com o bronze. Além disso, foi fundamental para a vitória dos Estados Unidos no revezamento 4x100 m medley
Foto: Getty Images
Michael Phelps (EUA)Um desempenho de quatro ouros, duas pratas e um bronze provavelmente colocaria qualquer nadador no topo da lista, mas não é suficiente para o maior de todos os tempos. Ofuscado por Ryan Lochte, o astro amargou duas derrotas para o compatriota e só venceu ouros individuais em provas sem a concorrência do maior rival (100 m e 200 m borboleta). Ainda assim, o número de medalhas e o assédio do público bastam para colocar Phelps entre os destaques de Xangai
Foto: Getty Images
James Magnussen (Austrália)Desconhecido até o meio do ano passado, o australiano desponta como um dos principais velocistas do planeta para as próximas temporadas. Em Xangai, o atleta de 20 anos alavancou o revezamento 4x100 m livre australiano rumo a um surpreendente ouro e ainda foi campeão mundial na prova individual dos 100 m livre, desbancando ninguém menos que Cesar Cielo
Foto: Getty Images
Melissa Franklin (EUA)Com apenas 16 anos, a promessa americana sai de Xangai com nada menos que cinco medalhas: foram dois ouros e um bronze conquistados com o revezamento feminino dos Estados Unidos, um bronze nos 50 m costas e um ouro com folga nos 200 m costas. Em seu primeiro Mundial de piscina longa, "Missy" ganhou muito mais do que experiência
Foto: Getty Images
Therese Alshammar (Suécia)Prestes a completar 34 anos, a veterana sueca mostrou que ainda tem muito gás ao se tornar a mulher mais velha a conquistar um ouro em um Mundial de piscina longa, com uma emocionante vitória nos 50 m livre. Além disso, levou para casa a medalha de prata nos 50 m borboleta
Foto: Getty Images
Annamay Pierse (Canadá)Recordista mundial dos 200 m peito, a canadense, 27 anos, foi outra a sair de Xangai sem medalhas. Na distância favorita, além de não conseguir melhorar o desempenho de Roma - quando levou a prata - ficou em último lugar na final e viu a americana Rebecca Soni levar o ouro sem concorrência
Foto: AP
Jeanette Ottesen (Dinamarca)Ninguém apontava a dinamarquesa de 23 anos como favorita no Mundial de Xangai, mas Ottesen surpreendeu o mundo ao levar o ouro em uma das provas mais disputadas do evento - os 100 m livre, empatada com a bielorrussa Aliaksandra Herasimenia. Antes disso, o melhor resultado dela havia sido um ouro nos 100 m borboleta no Europeu de piscina curta de 2008
Foto: Getty Images
Britta Steffen (Alemanha)A alemã chegou a Xangai como campeã e recordista mundial dos 50 m e 100 m livre. Um período sem nadar no ano passado por problemas de saúde, porém, parece ter sido fatal para a musa. Uma das favoritas ao ouro, ela passou raspando na eliminatória dos 100 m livre, com o 16º tempo; depois do susto, preferiu desistir do Mundial e não defendeu seus títulos. Segundo o técnico, a decisão foi tomada para "protegê-la"
Foto: AP
Frédérick Bousquet (França)Grande adversário de Cielo nos 50 m livre, o francês resolveu dar uma "ajudinha" para o brasileiro defender seu título mundial ao ficar de fora de maneira totalmente inesperada logo na eliminatória da prova. Bousquet teria escorregado no momento da saída, o que explica seu 21º tempo na sessão. Nos 100 m livre, chegou em quarto, e saiu sem medalha do Mundial
Foto: AFP
Thiago Pereira (Brasil)Depois do quarto lugar na Olimpíada de 2008 e no Munidal de 2009 nos 200 m medley, Xangai era o momento de o nadador carioca finalmente arrancar uma medalha nos principais torneios. Em sua prova favorita, porém, decepcionou: estava em terceiro até a última virada, mas perdeu muita força e chegou só em sexto. Passou mal e não nadou mais no Mundial, desfalcando o Brasil no revezamento 4x100 m medley
Foto: AP
Kosuke Kitajima (Japão)Após ficar de fora do Mundial de Roma, o astro japonês das provas de nado peito chegou a Xangai com fome de vitórias e pinta de favorito. Porém, foi superado tanto nos 100 m - quando ficou até fora do pódio, em quarto lugar - quanto nos 200 m. Nesta última prova, Kitajima liderou até os momentos finais, apenas para perder fôlego e ver o húngaro Daniel Gyurta ultrapassá-lo
Foto: Getty Images
Nathan Adrian (EUA)O velocista americano era aposta certa para o pódio nos 100 m livre (prova na qual venceu Cielo no Pan-Pacífico de 2010), e nome muito forte também nos 50 m livre. Terminou, porém, sem medalhas individuais: foi apenas o sexto nos 100 m, e quarto nos 50 m. Ao menos nos revezamentos, ajudou o time dos Estados Unidos a conseguir um bronze e um ouro
Foto: Getty Images
Kaio Márcio (Brasil)Esperança de pódio para o Brasil nas provas de nado borboleta, o paraibano fez bem menos do que seu quarto lugar nos 200 m do Mundial de Roma. Em Xangai, ficou apenas com o 25º lugar dos 100 m borboleta e caiu fora logo na eliminatória; na prova favorita, os 200 m, avançou à semifinal, mas novamente ficou fora da decisão ao fazer o décimo tempo
Foto: Satiro Sodre/AGIF / Divulgação
Chloe Sutton (EUA)A ex-maratonista aquática era apontada como candidata ao ouro nas provas longas no Mundial de Xangai. O desempenho, porém, foi sem medalhas e muito abaixo do esperado. Nos 800 m livre, a fundista de 19 anos obteve sua melhor colocação, um quarto lugar. Já nos 400 m e 1.500 m livre, a decepção foi ainda maior: com o nono tempo nas semifinais, Sutton ficou fora até da decisão
Foto: AFP
Sarah Sjöström (Suécia)Campeã mundial dos 100 m borboleta em Roma, a sueca de 17 anos chegou a Xangai como uma das grandes favoritas em suas três provas individuais. Porém, ficou no "quase" em todos os eventos, amargando por três vezes a quarta colocação: nos 50 m borboleta, 100 m borboleta e 200 m livre. Nesta última prova, ainda deu susto ao passar mal após a final
Foto: Getty Images
Paul Biedermann (Alemanha)Duas medalhas de bronze individuais podem não ser um desempenho decepcionante para muitos atletas, mas o alemão chegou a Xangai como campeão e recordista mundial nos 200 m e 400 m livre. Os "supermaiôs" usados no Mundial de Roma, parecem ter feito falta a Biedermann, que perdeu os 200 m para Ryan Lochte e os 400 m para o sul-coreano Park Tae-Hwan