Prazer, Paraguai: conheça adversário do Brasil em 9 tópicos
A Seleção Brasileira vai enfrentar um velho conhecido nas quartas de final da Copa América. Mas o Paraguai não é mais aquele time surpreendente e forte das últimas décadas, pois está em processo de reconstrução. Então vale ler os nove tópicos abaixo e conhecer mais detalhes sobre o momento atual dos paraguaios. O jogo contra o Brasil será no sábado, às 18h30 (de Brasília).
Brasileiros paraguaios
A seleção paraguaia tem cinco jogadores com alguma ligação com o Brasil. Existem aqueles que jogaram no País, mas não deram muito certo: Iván Piris (ex-São Paulo) e Samudio (ex-Cruzeiro). Também há aqueles que jogam atualmente no Brasil: Victor Cáceres (Flamengo) e Lucas Barrios (recém-contratado do Palmeiras). E por fim, vale citar também Óscar Romero, para que ele não seja confundido com seu irmão gêmeo Ángel Romero, do Corinthians. O primeiro joga no Cerro Porteño e parece ter mais qualidade.
Como joga
O Paraguai sempre foi marcado por ter bons defensores e saber jogar na defesa. Pelo menos isso não mudou. Claro que o nível dos defensores caiu muito, não há ninguém jogue 10% do Gamarra, por exemplo. Mas são zagueiros, laterais e volantes experientes que dão sustentação para o Paraguai jogar na base dos contra-ataques, o que tem dado resultado na Copa América, já que o time marcou quatro gols em três jogos.
Problemas na escalação
O Paraguai deve ter dois grandes desfalques para o jogo contra o Brasil. Um deles é o principal jogador do meio-campo, Nestor Ortigoza, que atua como "cérebro" da equipe, mas sofreu um problema na coxa esquerda. O time não tem um substituto à altura e certamente sofrerá com isso. O outro problema é o lateral esquerdo Samudio, também com lesão muscular.
Eles ainda têm tempo para buscar a recuperação. Mas caso não consigam, o time do Paraguai será formado por Justo Villar; Marcos Cáceres, Paulo Da Silva, Pablo Aguilar e Iván Piris; Cáceres e Richard Ortiz; Edgar Benítez (Derlis González), Raúl Bobadilla, Nelson Haedo Valdez e Roque Santa Cruz (Lucas Barrios).
Remanescentes de 2011
Há quatro anos, o Brasil foi eliminado nos pênaltis pelo Paraguai, exatamente nas quartas de final da Copa América. Ao todo dez paraguaios que estavam naquela disputa por pênaltis ainda jogam pela seleção: Justo Villar, Paulo da Silva, Víctor Cáceres, Haedo Valdez, Lucas Barrios, Iván Piris, Marcos Cáceres, Osvaldo Martínez, Néstor Ortigoza e Roque Santa Cruz. Pintou a revanche?
Péssimos nas Eliminatórias
A má fase do Paraguai começou exatamente depois do vice-campeonato na Copa América de 2011. o time fez uma terrível campanha nas Eliminatórias e ficou na lanterna, mesmo apostando em diferentes técnicos, Francisco Arce, Gerardo Pelusso e Victor Genes. A seleção não ficava fora de um Mundial desde 1994.
Péssimo depois da Copa do Mundo
Depois da Copa de 2014, o Paraguai deu sinais de que continuaria com problemas. O time fez uma série de amistosos contra seleções fracas e só venceu uma vez. Aconteceram derrotas contra Coreia do Sul e China, além de empates com Emirados Árabes Unidos e Honduras. O Paraguai chegou na Copa América com o pior aproveitamento entre todas seleções nos amistosos recentes.
Novo técnico
A solução novamente foi trocar de técnico. O Paraguai resolveu apostar na contratação de um argentino, Ramón Díaz, campeão de tudo pelo River Plate. Ele comandou o time em três amistosos antes da Copa América, mas teve dificuldades nos três primeiros amistosos - perdeu para o México e empatou com Costa Rica e Honduras.
Invencibilidade
Mas bastou a bola rolar na Copa América para o Paraguai mostrar que não pode ser considerado uma "mosca morta" na América do Sul. O time empatou com Argentina e Uruguai e venceu a Jamaica. Sendo assim, avançou para as quartas invicto e em segundo lugar do Grupo B.
Freguês
Apesar de não ser favorito, o Paraguai tem totais condições de vencer o Brasil neste sábado. Mas caso isso aconteça, será apenas a 12ª vitória após 76 jogos na histórias. Por enquanto o Brasil tem 46 vitórias atualmente e aconteceram 18 empates.
Na Copa América foram 29 jogos, e o Brasil também leva vantagem: 14 vitórias, oito empates e sete derrotas.