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Fifa permite que estrangeiros que jogam na Rússia e Ucrânia assinem com outros clubes até junho

Decisão foi confirmada pela entidade máxima do futebol nesta segunda-feira e prevê outras exceções

7 mar 2022 - 12h08
(atualizado às 20h14)
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A Fifa autorizou que jogadores que atuem no futebol da Rússia e da Ucrânia e tenham outra nacionalidade assinem contratos temporários com novos clubes até o dia 30 de junho, quando se encerra a temporada europeia. Ao menos 100 atletas podem ser impactados pela decisão, que surge duas semanas após a invasão na Ucrânia pelas tropas russas.

Apesar da Fifa sinalizar com a possibilidade da assinatura de novos contratos, a ideia está aquém do que os grupos que representam jogadores e ligas mundiais desejam. A FIFPro, o maior sindicato de jogadores e o Fórum das Ligas Mundiais, uma organização abrangente para mais de 40 competições, solicitou à entidade máxima do futebol que os atletas pudessem deixar a Rússia de forma permanente.

O fim de semana foi marcado por conversas entre a Fifa com os advogados dos órgãos que representam os atletas, mas as partes não chegaram em um consenso. Por meio de uma carta, a FIFPro sugeriu que alguns jogadores não se sentiam mais à vontade jogando por times russos após a invasão da Ucrânia.

"Esses jogadores estrangeiros podem, com razão, considerar que não estão mais dispostos a representar um time russo e devem poder rescindir imediatamente seu contrato com seu empregador sem enfrentar qualquer sanção de órgãos internacionais e se registrar em um novo clube sem serem restringidos. pelos regulamentos do período de transferência", diz a FIFPro.

A Fifa está entre as entidades que decidiram punir esportivamente a Rússia pelo ataque militar à Ucrânia. A entidade proibiu a seleção de disputar as partidas da repescagem para a Copa do Mundo, consequentemente deixando o país fora do Mundial do Catar. A Uefa, por sua vez, baniu os times russos das competições europeias.

A União Russa de Futebol (RFS, sigla em russo) anunciou na quinta-feira, dia 3, que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS). De acordo com a federação, tanto a Fifa quanto a Uefa não cogitaram outras alternativas antes de sacramentar as punições. Além disso, a entidade afirma que a resolução não possui bases legais e viola as regras do fair play e o princípio do esporte.

Segundo as regras locais, os clubes russos podem ter até oito jogadores estrangeiros no elenco. Atual campeão russo, o Zenit São Petersburgo conta com cinco brasileiros: Claudinho, Malcom, Yuri Alberto, Douglas Santos e Wendel. A equipe conta ainda com um colombiano, um croata e um jogador do Casaquistão.

O Krasnodar, tradicional clube do futebol russo, anunciou na semana passada que permitiria que jogadores e comissão técnica estrangeiros suspendessem seus contratos. O treinador da equipe, o alemão Daniel Farke, rescindiu com menos de dois meses sem comandar um único jogo.

DECISÃO DA FIFA

Os jogadores e treinadores estrangeiros que estejam no futebol da Ucrânia e da Rússia poderão suspender seus contratos da mesma maneira, no entanto, uma questão de ordem burocrática diferencia a situação nos dois países. No caso ucraniano, todos os contratos são dados como suspensos até o fim da temporada local, enquanto na Rússia a suspensão é facultativa e indica-se primeiramente a tentativa de um acordo entre clube e funcionário. Caso não haja consenso, os atletas poderão suspender o vínculo unilateralmente.

A Fifa também abriu uma exceção. Países em que a janela de transferências está fechada poderão receber esses atletas, porém os clubes terão um limite de apenas dois jogadores novos inscritos até o dia 7 de abril. O Brasil não é afetado neste caso, uma vez que a janela segue aberta no País para novas contratações.

Estadão
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