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Gary Neville: "jogar pela Inglaterra foi uma grande perda de tempo"

22 ago 2011 - 11h19
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O lateral-direito Gary Neville disse que parte de sua carreira defendendo a seleção inglesa foi uma grande perda de tempo. Para o ex-jogador do Manchester United, que atuou em 85 partidas com a camisa da Inglaterra, a seleção do seu país não conseguirá competir em alto nível nos próximos 10 anos. "Não nos vejo disputando seriamente um título em um grande torneio nos próximos dez anos", afirmou, em trecho de seu livro Red, ainda não publicado.

"Em alguns momentos, refletindo sobre minha carreira na seleção, eu penso: 'bem, isso foi uma enorme perda de tempo'", disse.

No texto, Neville admitiu que algumas vezes se sentiu desiludido com a seleção, especialmente quando a mídia e os torcedores decidiam culpar individualmente algum jogador pelas derrotas da equipe. "Meu melhor amigo, David Beckham, foi massacrado após a Copa do Mundo de 1998 (eliminação para a Argentina nas oitavas de final) e meu irmão Phil (Neville, jogador do Everton), após a Eurocopa de 2000 (eliminação na primeira fase da competição)", afirmou.

"Todos nós recebemos críticas em outros momentos. Algumas vezes merecemos, mas jogar pela Inglaterra parecia uma longa montanha-russa. Com altos e baixos, mas com alguns momentos em que você não tem certeza se está gostando do passeio", disse.

Segundo o jogador, uma das principais razões para a má experiência de defender a seleção inglesa é a pressão por resultados. "Deveria ser fantástico, os melhores momentos da sua vida. Porém, não há dúvida que muitos jogadores ficaram muito tempo temendo as consequências de uma derrota quando colocaram a camisa da Inglaterra", afirmou.

Apesar das críticas à seleção inglesa, Neville mostrou compaixão pelos jogadores que vestem a camisa da Inglaterra atualmente. "Eles são pegos entre uma enorme expectativa e a realidade de serem bons jogadores, às vezes muito bons, mas provavelmente não o suficiente para ganhar campeonatos", disse.

Apostas nos bastidores

Além das críticas à falsa expectativa do povo inglês perante a seleção, Neville critica o comportamento dos próprios atletas em seu livro. Segundo o ex-jogador, alguns eram viciados em apostas e não largavam as cartas nem na concentração.

"Eu nunca me entusiasmei com a cultura de apostas fora dos campos. O tempo gasto com corridas de cavalos ou cartas era absurdo. Nós tínhamos um pequeno trajeto de dez minutos até o local do treino e os jogadores já colocavam as cartas na mesa. Nós perdíamos uma partida e as apostas começavam. Apostas são um câncer no vestiário", afirmou.

Em amistoso entre Manchester United e Juventus, no Old Trafford, o lateral direito Gary Neville se despediu do futebol nesta terça-feira
Em amistoso entre Manchester United e Juventus, no Old Trafford, o lateral direito Gary Neville se despediu do futebol nesta terça-feira
Foto: Reuters
Fonte: Terra
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