Polêmica, autobiografia de Ibrahimovic supera Harry Potter em vendas
22 nov2011 - 09h12
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Duas semanas depois de ser lançada, a autobiografia de Zlatan Ibrahimovic já ganhou status de best-seller. Segundo o jornal espanhol El Mundo Deportivo, a primeira edição da obra na Suécia viu seus 100 mil exemplares se esgotaram antes mesmo de chegar ao mercado - devido a reservas em livrarias e via internet. Nem a série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling, que venceu 450 milhões de livros ao redor do mundo, teve um impacto inicial tão grande no país.
Figurando entre os mais vendidos não só nas listas de literatura esportiva e não ficção, o livro só foi editado até aqui em sueco, italiano e norueguês. Na plataforma www.gopetition.com, internautas estão colhendo assinaturas para que a obra seja traduzida para o inglês. De acordo com a editora Albert Bonnier, de Estocolmo, não faltam pedidos para que seja comercializada também em espanhol, catalão e outras línguas.
O livro foi escrito em conjunto com o escritor sueco David Lagercrantz, que viveu em Milão por um mês colhendo dados e declarações de Ibrahimovic durante mais de 100 horas. Ao final, a mulher do jogador, Helena, ajudou a fazer as últimas correções do rascunho.
A obra, batizada de "Jag Är Zlatan Ibrahimovic" ("Eu sou Zlatan Ibrahimovic") criou polêmica antes mesmo de começar a ser vendida. Em trechos adiantados pelo jornal sueco Aftonbladet no início de novembro, o atacante confessa, por exemplo, ter xingado o técnico do Barcelona Josep Guardiola dentro de campo quando defendia o clube, em 2010.
Curiosamente, o jogador, atualmente no Milan, reencontrará o ex-treinador nesta quarta-feira, a partir das 17h45 (de Brasília), quando as equipes se enfrentam na Itália pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Ibrahimovic prometeu um encontro amistoso com Guardiola e admitiu até cumprimentá-lo, mas fez uma ressalva, dizendo não saber se o gesto teria reciprocidade por parte do espanhol.
Muitas vezes, as biografias sobre personalidades do esporte são recheadas por polêmicas inéditas reveladas nas publicações, o que garante aumento em suas vendas. Foi assim com Ibrahimovic, que lançou "Eu sou Zlatan Ibrahimovic" nesta semana. Dentre os relatos, o atacante critica Guardiola e o ex-técnico da Suécia, Lars Lagerback, além de falar sobre a briga com Oneywu, então seu companheiro no Milan. Confira no Terra outras autobiografias polêmicas lançadas por esportistas
Muitas vezes, as biografias sobre personalidades do esporte são recheadas por polêmicas inéditas reveladas nas publicações, o que garante aumento em suas vendas. Foi assim com Ibrahimovic, que lançou "Eu sou Zlatan Ibrahimovic" nesta semana. Dentre os relatos, o atacante critica Guardiola e o ex-técnico da Suécia, Lars Lagerback, além de falar sobre a briga com Oneywu, então seu companheiro no Milan. Confira no Terra outras autobiografias polêmicas lançadas por esportistas
Foto: AP
Em "Open" (2010), o ex-tenista André Agassi admitiu o uso de metanfetamina em 1997. À época, a ATP detectou a substância em exame antidoping. Mas uma carta justificativa enviada à entidade - "cheia de mentiras, misturadas com meias verdades", segundo ele - foi decisiva para sua absolvição. Após a confissão, Marat Safin, Rafael Nadal e Sergi Bruguera defendiam punições para Agassi, que ainda admitiu ter jogado torneios usando uma peruca e de ter perdido jogos propositalmente
Foto: Getty Images
Prestes a lançar "Shaq sem censura: minha história", o ex-pivô Shaquille O'Neal declarou que o livro contará passagens em que quase "chegou às vias de fato" com Kobe Bryant, nos tempos de Los Angeles Lakers, e Pat Riley, então técnico do Miami Heat. "Eu empurrei o seu peito (de Riley) com o dedo indicador, e ele respondeu batendo em minha mão. A coisa foi ficando feia, e barulhenta. Ele gritou: 'que se f...', e eu respondi: 'que se f... você'"
Foto: Getty Images
Em sua biografia "Eu Sou o Diego do Povo" (2000), Maradona aborda vários pontos de sua conturbada e vitoriosa carreira. Dentre eles, o primeiro doping por cocaína, em 1991, pelo Napoli, do qual se declarou inocente; a agressão a Batista, na derrota da Argentina para o Brasil por 3 a 1, pela Copa de 1982, que causou sua expulsão, era para ser em Falcão, além de uma oferta do River Plate para contratá-lo em 1976, antes de ir ao Boca, do qual é torcedor e ídolo
Foto: Getty Images
Astro da NBA, LeBron James admitiu, em sua autobiografia "Shooting Stars", lançada em 2009, que fumou maconha quando cursava o primeiro ano do ensino médio. Atitude da qual o jogador do Miami Heat se arrepende, de acordo com seu relato na obra. "Nós estávamos virando grandes cretinos, eu em particular. Nós somos culpados por isso, mas também existiam adultos que ficaram sentados, de costas e cegos, assistindo à nossa autodestruição"
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Mesmo com seu clube o desencorajando a escrever sua autobiografia, o goleiro polonês Arkadiusz "Arek" Onyszko foi adiante. E o conteúdo homofóbico da publicação, onde o arqueiro declara abertamente o ódio aos homossexuais, fez com que o FC Midtjylland, da Dinamarca, rescindisse seu contrato, em 2009.
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Por pouco, o ex-número um do ranking da ATP, Rafael Nadal, não inicia a trajetória vitoriosa no tênis. Em sua biografia "Rafa, minha história", o espanhol relata que uma lesão crônica no osso do pé esquerdo quase fez com que ele trocasse as raquetes de tênis pelos tacos de golfe, esporte que ainda pratica por lazer. Em 2005, ele foi recomendado pelos médicos a deixar o esporte pelo qual se consagraria mais tarde. "O diagnóstico inicial foi como um tiro na cabeça", disse
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Campeão do mundo com a França em 1998, Lilian Thuram afirmou em seu livro biográfico "Minhas Estrelas Negras" que "a Itália é racista". Atuando por 10 anos no futebol italiano (de 1996 até 2006), o ex-jogador de Parma e Juventus foi enfático ao abordar o tema - um velho problema no país - no livro lançada em 2010. "O racismo no futebol italiano é reflexo do racismo presente na sociedade", atacou
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"A sutil diferença" (2011), biografia do capitão da Alemanha Philipp Lahm, critica o ex-jogador Jürgen Klinsmann, 3ºlugar do Mundial de 2006 como técnico da seleção alemã. O lateral alegou que Klinsmann, treinador do Bayern de Munique entre junho de 2008 e abril de 2009, não preparava taticamente o time - no qual ainda atua. "Questões táticas eram tratadas brevemente. Nós, jogadores, tínhamos que nos encontrar independentemente antes dos jogos para resolver como queríamos jogar"
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Após conquistar cinco medalhas nas Olimpíadas de Sydney (2000) e tê-las perdido por admitir doping, em 2007, a velocista americana Marion Jones ficou presa por seis meses. Pouco após deixar a prisão, em 2009, ela lançou "Na Pista Certa", biografia na qual aborda alguns aspectos de seu doping. "Sim, eu usei substâncias para melhorar a performance e não posso voltar atrás nem desfazer isso. O que aconteceu, aconteceu"
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Lançada em 2009, a autobiografia "Eu fiz uma promessa", do zagueiro Nicola Legrottaglie, então na Juventus, tocou em pontos religiosos considerados polêmicos. Na publicação, o atleta se disse contra o uso da camisinha para o combate da Aids, já que defende o casamento com a "mulher certa". Ele também admitiu ter se desesperado ao ser pressionado a se transferir ao Besiktas, da Turquia - país majoritariamente de muçulmanos -, o que não se concretizou devido a "obra de Deus", segundo Legottaglie
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Giuly teria ficado fora dos convocados da França à Copa de 2006 por ter cantado a mulher do então técnico Raymond Domenech por meio de uma mensagem de celular. Mas em sua biografia, lançada em 2007, o meia alega que não sabia do relacionamento entre o treinador e a jornalista Estelle Denis. "Expliquei que não sabia do relacionamento dos dois, e que nada havia acontecido. Ele disse que sabia de tudo e havia lido a mensagem", explicou, dizendo também que Estelle "não fazia o seu tipo"
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Lançada recentemente, "Red" (Vermelho, em inglês) trouxe detalhes polêmicos acerca da carreira de Gary Neville, aposentado recentemente do futebol. Em sua autobiografia, o ex-jogador do Manchester United disse que sua passagem pela seleção inglesa foi uma "grande perda de tempo", criticando os métodos de antigos treinadores como Glenn Hoodle, Kevin Keegan, Sven-Goran Eriksson e Steve McClaren - técnicos da Inglaterra no período de 1996 a 2007, antes da chegada do italiano Fabio Capello
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Companheiros de seleção francesa por vários anos, a relação entre o meio-campo Samir Nasri e o zagueiro William Gallas nunca mais foi a mesma depois que o compatriota, atualmente no Tottenham, publicou sua autobiografia, pouco tempo após o fiasco da França na Euro 2008. Nela, Gallas afirmou que Nasri era "má influência" no elenco da seleção. Como o mundo do futebol é dinâmico, os dois passaram a ser companheiros de Arsenal, posteriormente. Porém, não trocavam uma palavra entre si
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Lenda da NBA, o pivô Wilt Chamberlain, morto em 1999, também teve sua carreira marcada por diversas polêmicas. Em sua autobiografia, gabava-se do fato de já ter se relacionado sexualmente com 20 mil mulheres.
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Atualmente no Milan, Clarence Seedorf usou sua biografia para atacar seu ex-técnico no Real Madrid, o galês John Toshack, acusado de lucrar com transferências de jogadores em 1999, quando treinou a equipe espanhola. "Apelou ao Real, sobretudo para encher os bolsos. Seu único objetivo era vender jogadores, de maneira que pudesse adquirir substitutos cujas transferências proporcionavam dinheiro para ele". Processado e sem provar as acusações, Seedorf indenizou o galês em R$ 134 mil