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Futebol Internacional

Mãe adotiva limpa apartamento e queria Balotelli no basquete; conheça

1 jul 2012 - 09h02
(atualizado às 16h11)
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Dassler Marques
Direto de Kiev (Ucrânia)

O mundo se perguntou quem era aquela senhora branca que fez Mario Balotelli abrir um grande sorriso e voar sobre as tribunas do Estádio Nacional de Varsóvia após os dois gols que encerraram o sonho da Alemanha na Eurocopa há três dias. Silvia, a senhora italiana que resolveu aceitar o desafio de adotar o pequeno Mario, com um ano de vida, é a verdadeira mãe no coração do principal personagem do torneio que se encerra neste domingo, em Kiev, com Espanha x Itália.

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Roberto Mancini, um dos poucos homens no mundo do futebol a acreditar em Balotelli desde o início e no auge de suas loucuras, atribuiu justamente aos pais o fato de Mario ter superado polêmicas nos últimos meses. "É um mérito todo seu e de sua família. Quando se é jovem, você tem coisas negativas em volta, mas em um momento pode mudar de direção. Espero que a última noite (de quinta) seja importante para seu futuro", falou Mancini, técnico do atacante no Manchester City.

Abandonado pelos pais biológicos ganenses Thomas e Rose Barwuah, Balotelli cresceu na pequena cidade de Concesio, bem perto de Brescia, mas encontrou em Silvia seu porto seguro. A mãe de verdade deu suporte, por exemplo, quando ele teve problemas intestinais e precisou de cuidados médicos importantes. Foi quem incentivou a prática do esporte, mas na verdade imaginava outro destino. Preocupada com os estudos, via no basquete uma chance maior de Mario conciliar o colégio.

Reprovado nas primeiras tentativas de se tornar jogador de futebol, Balotelli bem que poderia ter buscado as quadras, mas as primeiras chances enfim surgiram e ele segurou firme. As viagens, muitas delas com a companhia de Silvia, eram tratadas pela mãe como oportunidade para o estudo. Junto às chuteiras, Mario também carregava os livros. De Geografia, História e Matemática, principalmente. Na última quinta, os italianos perceberam bem como o pupilo mais querido da Itália aprendeu a multiplicar.

"Fiz dois gols porque minha mãe estava aqui. No domingo, meu pai também vai ao estádio, então vou fazer quatro gols contra a Espanha", prometeu. Foi só uma das frases marcantes de Balotelli: "não comemoro os gols porque é meu trabalho. Seria como se um carteiro comemorasse quando entrega uma carta", comparou. E ainda fez provocações: "vou convidar Shakira para ir até Kiev. Assim ela poderá ver o que vou fazer com seu namorado", afirmou sobre o zagueiro espanhol Gerard Piqué e a cantora colombiana.

Se é um sujeito sem limites, Balotelli também é família, afetivo e fiel aos amigos. O que aprendeu com Silvia e seus três irmãos, inclusive Enoch, adotado como ele e que tem acesso livre à concentração italiana durante a Eurocopa. A mãe até os dias de hoje, em Manchester, mantém o hábito de visitar o filho artilheiro e limpar e organizar seu apartamento. É lá que Mario morre de saudades de Concesio, para onde costuma ir nos momentos de folga para comer pizza com os amigos de infância.

Tratá-lo como um rapaz de 21 anos, claramente, foi a estratégia adotada por Prandelli e bastante semelhante ao que também costuma fazer Roberto Mancini com o City. "Mario sabe que tem qualidade, mas não pode dispersar tanto, a carreira não dura muito tempo. Prandelli tem feito tudo muito bem, porque jovens às vezes fazem algo de errado", definiu Mancini. Em frase marcante, Prandelli chegou a dizer: "ele é um garoto apenas e não é polêmico. Estou curioso em saber que sacrifícios pode fazer um jovem de 21 anos".

"Esperamos que domingo ele repita essa atuação. Mesmo que não seja com os gols, mas trabalhando e jogando para o time como ele fez contra a Alemanha", definiu o ítalo-brasileiro Thiago Motta na noite da última quinta. Com Silva e Franco no Estádio Olímpico de Kiev, os italianos esperam que o sacrifício de Balotelli seja fazer quatro gols. Dele não se pode duvidar em nada.

Silvia, a senhora italiana que resolveu aceitar o desafio de adotar o pequeno Mario, com um ano de vida, é a verdadeira mãe no coração do principal personagem do torneio que se encerra neste domingo, em Kiev, com Espanha x Itália
Silvia, a senhora italiana que resolveu aceitar o desafio de adotar o pequeno Mario, com um ano de vida, é a verdadeira mãe no coração do principal personagem do torneio que se encerra neste domingo, em Kiev, com Espanha x Itália
Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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