Triste por fim do Santos, Marta diz que faz o possível pelo futebol feminino
9 jan2012 - 11h49
(atualizado às 12h11)
Compartilhar
Fábio de Mello Castanho
Direto de Zurique
O fim da equipe feminina do Santos, anunciada na última semana, provocou lamentações de Marta. Na briga pelo sexto prêmio de melhor jogadora do mundo pela Fifa, a brasileira se disse triste pelo fechamento do clube que mais investiu na categoria nos últimos anos e disse que continuará agindo e cobrando em prol do futebol feminino.
"Ficamos tristes pelo que aconteceu com o Santos. Isso não é positivo para o futebol feminino, para as meninas que tinham esse ideal. Ainda há esperança de isso se reverter e a cobrança sempre vai acontecer. Sempre vamos buscando internacionalmente isso. No nosso país, faço que está ao meu alcance", afirmou.
Com um discurso muito parecido com o das últimas vezes que esteve em Zurique para a premiação, Marta pediu apoio de todos os setores envolvidos com o esporte. "O que eu posso fazer eu faço. Tem que partir de todos. Das televisões. Do governo, da confederação... Temos que melhorar a estrutura", disse.
O atual quadro do futebol feminino faz com que uma volta de Marta ao Brasil seja inviável. Ao comentar sobre o seu futuro, a atual jogadora não mencionou o País e ainda mostrou preocupação com a situação da liga americana. A jogadora atuou pelo Western New York Flash no último ano.
"Há uma possibilidade sim de jogar nos Estados Unidos, como tem na Europa, onde a modalidade é mais forte. Infelizmente a liga americana esta com cinco equipes, mas há uma grande possibilidade de entrar outras equipes", completou.
Com um ano de 2011 mais instável do que nas últimas temporadas, Marta não é a favorita ao prêmio
Favorito a conquistar o tricampeonato do título de melhor atleta do planeta, a Bola de Ouro concedida pela Fifa e a Revista France Football, Messi fez um 2011 quase impecável, ao lado do companheiro Xavi, também candidato. Já Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, corre por fora, mas ainda torce por bater Messi graças às marcas individuais obtidas em sua equipe. Confira o ano de 2011 dos candidatos à Bola de Ouro:
Foto: Getty Images
Principal carrasco do Real Madrid na temporada 2010/11, Lionel Messi anotou nada menos que cinco gols em sete jogos contra o arquirrival, fundamentais para os títulos do time catalão e por ofuscar o rival
Foto: Getty Images
Decisivo, o argentino também marcou em finais: cinco tentos em sete partidas derradeiras, como na pintura feita contra o Arsenal, pelas oitavas da Liga dos Campeões, onde o camisa 10 chapelou o goleiro Almunia na pequena área antes de marcar e contribuir com o triunfo por 4 a 1
Foto: Getty Images
Coadjuvante no Barcelona de Ronaldinho, Deco e Eto'o, campeão europeu em 2005/06, Messi foi, novamente, um dos protagonistas na decisão da Liga dos Campeões diante do Manchester United, em maio, disputada em Wembley: foi dele o gol que recolocou os catalães em vantagem na final que acabaria por 3 a 1. Na final da temporada 2008/09, o craque já havia decidido contra o mesmo clube inglês e feito os gols da vitória por 2 a 0
Foto: Getty Images
Na única competição que havia disputado e não deixado sua marca, Messi aproveitou bobeira da defesa do Porto e contribuiu na vitória por 2 a 0 na final da Supercopa da Uefa, disputada em Monaco
Foto: AFP
Contra o Santos, campeão da Libertadores e adversário na final do Mundial de Clubes da Fifa, Messi "superou" Neymar, decidiu a final com dois gols e o prêmio de melhor do torneio
Foto: Getty Images
Meia Xavi Hernández começou 2011 quebrando um recorde importante: ao entrar em campo diante do Athletic Bilbao, em 6 de janeiro, pela Copa do Rei, ele superou o zagueiro Migueli (1973-1988) ao atingir 550 jogos com a camisa do Barcelona (havia igualado a marca quatro dias antes, contra a própria equipe basca) e se tornou o jogador que mais defendeu o clube na história
Foto: Getty Images
Em 13 de setembro, foi dos pés de Xavi que saiu o primeiro gol da temporada 2011/12 do Barcelona na Liga dos Campeões, contra o Milan, no Camp Nou
Foto: Getty Images
Defendendo os profissionais do time catalão desde os 18 anos, Xavi quebrou novo recorde de Migueli. Desta vez, pelo Campeonato Espanhol, o camisa 6 chegou a 392 jogos no torneio - atleta do Barça que por mais vezes defendeu a equipe no torneio. De quebra, marcou o gol da vitória contra o Granada, fora de casa, em 25 de outubro
Foto: Getty Images
Contra o Real Madrid, em 10 de dezembro, ajudou a equipe a completar seis jogos seguidos sem perder para o rival jogando no Estádio Santiago Bernabéu - chutou a bola que desviou no brasileiro Marcelo, enganou Casillas e virou a partida, que terminaria em 3 a 1, em um jogo especial: o de número 600 pelo time da Catalunha
Foto: Getty Images
Fechando o ano recheado de títulos com o Barcelona, Xavi brilhou e anotou o segundo gol na goleada contra o Santos, pela final do Mundial de Clubes, que acabou em 4 a 0 para o time espanhol. Acabou eleito como o segundo melhor da competição, perdendo apenas para o companheiro Messi
Foto: Getty Images
Primeiro recorde de Cristiano Ronaldo em 2011 veio logo no dia 3 de janeiro. Com os dois gols marcados contra o Getafe, na vitória de 3 a 2, ele igualou o melhor início de temporada na história do Real Madrid, ao lado de Manuel Alday (1941/42), Alfredo Di Stéfano (1956/57) e Hugo Sánchez (1989/90), com 19 gols nas primeiras 17 rodadas do Cameponato Espanhol
Foto: Getty Images
Em 20 de abril, Cristiano Ronaldo conseguiu fazer com que o Real superasse o Barcelona e conseguisse o título da Copa do Rei, ao testar para as redes de Pinto, na prorrogação e garantir a taça. Seria um alento ao português, já que os rivais conquistariam a Liga dos Campeões (eliminando os madrilenos na semifinal) e arrebatariam o tri do Espanhol
Foto: Getty Images
Com o título do Campeonato Espanhol nas mãos do Barcelona, restou ao camisa 7 quebrar o recorde de gols em uma edição. Em 21 de maio, os dois gols na última rodada, diante do Almería, conferiram a incrível marca de 41 gols, superando os lendários Telmo Zarra e Hugo Sánchez
Foto: Getty Images
Português alcançou a marca de 100 gols em 105 jogos, na fase de grupos da Liga dos Campeões, contra o Lyon, em novembro, conferindo a incrível média de quase um gol por partida. Quatro dias depois, quando apresentou à torcida a chuteira de ouro pela artilharia em 2010/11, fez três contra o Osasuna, pelo Espanhol, e ultrapassou o brasileiro Ronaldo (102 gols em 177 jogos); com tantos gols, ele foi o primeiro jogador do clube a passar marca de 50 gols em uma temporada, com 53 tentos anotado
Foto: Getty Images
Pela seleção portuguesa, em uma de suas melhores e mais importantes aparições, foi responsável direto pela classificação de seu país à Euro 2012, ao anotar dois na goleada de 6 a 2 sobre a Bósnia, em 15 de novembro, no Estádio da Luz, em Lisboa; jogo da repescagem era decisivo e empate com gols classificava a seleção dos Balcãs ao torneio continental