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Ginástica

Treinadora obrigava ginastas a tirarem a roupa como punição por erros, diz jornal

Julieta Cantaluppi foi citada em escutas telefônicas de processo contra Emanuela Maccarani

31 mar 2025 - 17h33
(atualizado às 17h49)
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Resumo
O escândalo da ginástica rítmica italiana se intensifica com acusações de que Julieta Cantaluppi teria usado punições abusivas contra atletas. Áudios reforçam as denúncias, enquanto Sofia Raffaeli estaria entre as vítimas. Maccarani segue investigada em Monza.

Menos de uma semana após a demissão da treinadora Emanuela Maccarani, acusada de abuso psicológico contra atletas, o escândalo que cerca a ginástica rítmica italiana ganhou mais um capítulo. De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, escutas telefônicas indicam que Julieta Cantaluppi, ex-técnica da Sociedade de Ginástica Fabriano e com passagem pela seleção nacional de juniores, teria obrigado atletas a tirarem a roupa como punição por erros.

Medalhista de bronze do individual geral em Paris-2024, Sofia Raffaeli estaria entre as vítimas. A conversa, com a acusação em questão, teria acontecido entre a auxiliar Olga Tishina e Natalia Nesvetova, diretora técnica da Ginástica Etrúria, no dia 17 de novembro de 2022. Segundo a publicação, o diálogo consta nos autos do processo contra Maccarani.

“Com ela [Cantaluppi] tudo é muito pior. Com ela, há maus-tratos. Ela fazia Raffaeli e Serena Ottaviani lançarem o arco, e toda vez que não conseguiam fazer o lançamento, tinham que tirar parte de suas roupas. E no final, elas ficavam com roupa íntima”, disse Tishina.

Ainda de acordo com a auxiliar, os abusos não paravam por aí. Também como punição por erros, Cantaluppi isolava as ginastas: “Ela as trancava em um quarto pequeno e frio, sem telefones, sem nada, porque elas treinavam mal, ela as punia, elas sentavam no chão”.

Sofia Raffaeli foi citada como uma das vítimas
Sofia Raffaeli foi citada como uma das vítimas
Foto: Getty Images/Christina Pahnke

A demissão de Maccarani foi anunciada na última quinta-feira, 27. Embora o motivo não tenha sido oficialmente divulgado, promotores da cidade de Monza pediram que a ex-treinadora vá a julgamento pelas acusações de maus-tratos contra atletas.

Segundo a Gazzetta dello Sport, os áudios contra Cantaluppi não levaram o processo para uma nova linha de investigação. Diferentemente de Maccarani, que foi diretamente citada por atletas, a ex-técnica não foi acusada pelas ginastas.

Fonte: Redação Terra
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