Jogadoras afegãs pedem apoio global enquanto buscam reconhecimento da Fifa
As jogadoras da Seleção Nacional Feminina do Afeganistão (AWNT) no exílio pediram aos atletas de todo o mundo que se solidarizem com elas na luta pelo direito de competir após serem excluídas das competições de qualificação para a Copa do Mundo desde a tomada do poder pelo Taliban em 2021.
Muitas jogadoras da equipe feminina do Afeganistão fugiram do país por medo de perseguição quando o Taliban assumiu o controle do governo afegão.
Desde então, a equipe feminina não pode competir internacionalmente -- as regras da Fifa exigem o reconhecimento de uma federação nacional, e a Federação Afegã de Futebol, controlada pelo Taliban, proibiu os esportes femininos.
O Taliban afirma que respeita os direitos das mulheres de acordo com sua interpretação da lei islâmica e dos costumes locais e que as questões internas devem ser tratadas localmente.
Em uma coletiva de imprensa organizada pela Sports & Rights Alliance nesta terça-feira, a capitã da AWNT, Mursal Sadat, destacou a importância da unidade global na luta pela igualdade de gênero no esporte.
"Se há algo que eu gostaria de pedir aos atletas de todo o mundo, seria que é hora de nos unirmos. E é hora de as mulheres apoiarem outras mulheres", disse.
"Isso nos daria muita inspiração e apoio porque vocês têm uma voz para usar e essa plataforma está aí para ser usada."
A fundadora e ex-capitã da AWNT, Khalida Popal, disse que não estão lutando contra a Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, mas sim buscando colaboração.
"Nossa plataforma é o esporte. Junto com todos, com a mídia, com indivíduos, com organizações e com órgãos governamentais, incluindo a Fifa, porque não estamos lutando contra a Fifa ou qualquer outra organização", disse Popal.
"Queremos trabalhar juntos para encontrar as melhores soluções, usando o Afeganistão como exemplo, para garantir que outros países e outras nações não enfrentem o que nós enfrentamos."
Em 2020, o Afeganistão tinha 25 jogadoras de futebol contratadas, a maioria delas está agora na Austrália.