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OPINIÃO: 'Mariz empinado' e gestões que de são-paulinas não têm nada

14 out 2015 - 08h26
(atualizado às 10h32)
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A frase é claramente em tom de brincadeira. Não conheço o autor. Talvez a tenha dito sem nenhuma intenção de demonstrar soberba. Apenas uma piadinha infeliz, num dia errado. Quem sabe... Mas a frase diz muito sobre o atual momento do São Paulo Futebol Clube. “Foi uma reunião muito educada, civilizada, muito são-paulina (risos). Sem nenhum problema, sem nenhuma conturbação”, afirmou Antonio Claudio Mariz, ao repórter do LANCE!, Lucas Strabko, minutos depois de receber o ex-presidente Carlos Miguel Aidar em seu escritório para a oficialização da renúncia.

Mariz é advogado, são-paulino, amigo de Aidar, o mesmo que já festejou a contratação de Kaká, aquele ótimo jogador que tem tudo a ver com o Tricolor por ter “todos os dentes na boca”. Aidar, já ex, deixou o prédio com sorriso amarelo em seu carro importado vermelho. “Falem com o novo presidente”. O nariz de alguns empina até na lama. E isso não tem sido uma novidade...

O São Paulo, que um dia foi apelidado de Soberano pelos vários e grandiosos títulos conquistados e por sua organização, está sangrando. Há anos está parado no tempo. O clube multicampeão só ergueu uma taça nos últimos sete anos. Não tem patrocínio, apesar de seus dirigentes desdenharem de quem tem.

A crise financeira no Morumbi é pública. O estádio, um dia o melhor da capital paulista, tornou-se obsoleto diante das arenas rivais – e por anos outro ex-presidente, tão culpado pelo caos quanto o último, sentou em seu trono, tirando sarro de Itaquera e acreditando em reforma que nunca saiu do papel. Um técnico pediu para sair, não apenas motivado por um sonho, mas também por não poder nem conversar com o presidente que o contratou meses antes.

Os torcedores são-paulinos que enxergam a realidade, e os que não deliram como alguns “cardeais”, estão envergonhados. Envergonhados com os dirigentes que detonam a credibilidade tricolor. Envergonhados com piadas preconceituosas. Em campo, a vergonha já tem dado as caras muitas vezes. Há tempo, ainda, de não deixá-la maior. Só a saída de Aidar, porém, nada resolverá. Os últimos anos dentro dos salões do Morumbi não têm sido “nada são-paulinos”. Uma reunião que só existiu por conta da baderna jamais pode ser “muito são-paulina”.

No campo - no futuro

A maior vergonha, em campo, para um clube é o rebaixamento. O São Paulo já lutou contra isso em 2013, mas depois nem perto chegou. Hoje, está bem posicionado no Brasileirão. Mas a conta nas quatro linhas pela bagunça externa pode chegar se quem comanda acreditar apenas nos gritos de “time grande não cai” uma vez entoados.

No campo - em 2015

O discurso dos jogadores é de que o caos político tricolor não vai interferir no campo. É a esperança do torcedor. Até agora o ano foi apenas regular. Apesar de tudo, Doriva tem bons atletas para trabalhar e está a quatro jogos de um título de Copa do Brasil. O futebol nem sempre tem explicação e acreditar que 2015 pode acabar bem, nas quatro linhas, não é loucura.

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