Trabalho de excelência no Volta Redonda coloca Zada na mira de grandes clubes no Brasil
Há cinco anos no clube, ex-jogador de Vasco e Fluminense é Gerente Geral do Voltaço
Com o sucesso do Flamengo na parte esportiva e de gestão, o alerta foi ligado em outros clubes no Brasil. Com a crise financeira e a má gestão em muitos deles, principalmente no Rio de Janeiro, o monitoramento em garimpar gestores para os clubes e para o futebol aqueceu. E foi assim que o nome de Zada começou a ventilar nas internas de alguns deles pelo Brasil.
Há cinco anos no Voltaço, com aval do Vice-Presidente Flávio Horta, Zada ajudou a elevar o patamar estrutural do clube. Contribuiu na reformulação das categorias de Base e teve sua mão para planejar o Futebol Profissional. Conseguiu ajustar os salários, colocando em dia, trouxe patrocínios, parcerias na estrutura e na logística. Saiu de um calendário só com Estadual e Copa Rio para uma temporada de ano todo.
Foi campeão invicto da série D do Brasileiro e está indo pro seu quarto ano de disputa na série C. Vaga na Copa do Brasil em 2020. Participou na montagem da excelente campanha na Copinha deste ano com os "Garotos de Aço" fazendo história. Revelou jogadores como Marrony, do Vasco e Igor Gomes, atualmente no juvenil do Barcelona. Mas o trabalho de Zada vai muito além disso.
Leonardo Martins Dinelli ou Zada nasceu para o esporte. Foi jogador profissional de futebol, jogou nos principais clubes do Brasil e também com passagens no futebol do exterior. Conquistou títulos, vivenciou todos os lados do mundo da bola como jogador. Após a fase atleta, migrou para a fase pessoa pública. Foi Secretário de Esportes de Barra do Piraí.
Graduou-se em Educação Física. Fez pós-graduação em Gestão, Marketing e Direito do Esporte. Retornou ao mundo da bola. Recebeu o convite para trabalhar no Volta Redonda. No clube da Cidade do Aço, passou por todas as áreas. Desde a sua chegada o Voltaço mudou.
- Primeiro preciso ressaltar que o trabalho foi feito em conjunto com uma série de profissionais. Não fiz nada sozinho e agradeço ao vice-presidente Flávio Horta Júnior e ao pai, Flávio Horta, presidente do clube, o apoio e a oportunidade, sem ele, nada disso teria acontecido. Desde o início do projeto nossa meta era de 4 a 6 anos estarmos disputando a série B do Brasileiro. Para um time que não tinha divisão, jogava apenas o Estadual e tinha um segundo semestre apenas com a Copa Rio em 2015, olhar para trás e ver que conquistamos um Brasileiro de 2016, de forma invicta e, estamos indo para o nosso quarto ano disputando a série C do Brasileiro é gratificante - revelou Zada, que completa.
- Paralelo a isso o clube foi crescendo em relação a base também. Iniciamos com apenas com Sub 15/17 e 20. E já no segundo ano da gestão já tínhamos 13/14/15/17 e 20. Atualmente temos desde o sub 11 disputando competições nacionais e internacionais - explicou.
Além de revelar muitos jogadores, o Volta Redonda está prestes a tirar oficialmente o selo de clube formador do Brasil. A bela campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, confirmou que o clube subiu de patamar na prateleira do futebol nacional quando o assunto é revelar. Jogadores como meia-atacante Marrony no profissional e Matheus Nunes, meio-campo dos juniores, ambos do Vasco, e o zagueiro Igor Gomes, 18 anos, contratado pelo Barcelona, são provas de que o trabalho realizado no Volta Redonda é digno de aplausos.
Com a quinta colocação no Estadual desse ano, o Volta Redonda está garantido na Copa do Brasil de 2020. O time da Cidade do Aço acertou com Luizinho Vieira para ser o comandante para 2020. O desafio para o próximo ano aumentou e para Zada, isso é gratificante, pensar grande, com os pés no chão, planejar e focar nas metas para a próxima temporada serão decisivos para as pretensões do Voltaço em subir mais um prateleira no cenário nacional.
- Eu acredito que o trabalho é para se manter como a 5ª força do estado. Disputando e se mantendo na série B do Brasileiro. Fazendo bons jogos no estadual incomodando as principais equipes.
Com o bom trabalho reconhecido, o Gerente de Futebol começou a ver seu nome sondado em clubes de série A do Rio e do Brasil. Experiente a lidar com desafios e com realidades, ele não se deixa levar e mantém sua rotina de estudos - faz o curso de gestão na CBF Academy - e trabalho para montagem de elenco no Volta Redonda para 2020. O sarrafo aumentou e Zada sabe disso. Quer se aprimorar cada vez mais e provar que a safra nova de dirigentes no Brasil comece pelo seu nome. Bagagem ele tem.