Oliveira reconhece 2021 difícil na MotoGP e avisa: "Estou faminto por resultados"
Piloto da KTM reforçou as dificuldades da RC16 com a mudança feita pela Michelin no pneu dianteiro e considerou que o início da temporada 2021 esteve próximo do desastre
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Miguel Oliveira se disse "faminto por resultados" após um início de temporada que definiu como "próximo de um desastre". O português apontou a dificuldade da RC16 com a mudança nos pneus Michelin, mas reconheceu que a KTM precisa trabalhar na dianteira da moto.
Às vésperas do GP do Algarve, segunda corrida do ano em Portimão, Miguel vive uma sequência ruim de resultados, já que não frequenta o top-10 desde o quinto lugar conquistado no GP da Holanda. Na primeira metade do ano, além de uma vitória na Catalunha, Oliveira foi segundo colocado na Itália e na Alemanha.
Miguel Oliveira se disse faminto por bons resultados (Foto: KTM)
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Além de dificuldades com o pneu, uma lesão também atrapalhou a performance, já que o piloto de 26 anos sofreu com dores na mão após uma forte queda no primeiro treino livre do GP da Estíria.
"Tem sido, com certeza, uma temporada difícil, especialmente nesta segunda metade", disse Oliveira. "Foi difícil, sofremos com pequenos problemas e foi uma temporada onde sinto que poderia ter me saído muito melhor em outras áreas. Mas sempre mantivemos uma atitude positiva e temos lutado a cada corrida para extrair o máximo delas", seguiu.
"O início da temporada foi próximo de um desastre, pois sofremos muito para pegar a mão deste novo composto dianteiro que tínhamos", contou. "Estávamos desenvolvendo a moto especificamente na dianteira para ter um pneu muito rígido ― vencemos três corridas com este pneu em 2020 ―, venci duas delas com aquela especificação, mas aí, de repente, não temos mais. Tivemos de transformar um pouco a nossa filosofia na garagem, como olhamos para a moto e como lidamos com o fim de semana em termos de acerto", apontou.
A KTM não só conquistou uma vitória a menos do que em 2020, mas também esteve menos no pódio. Assim, Oliveira olha para o próximo ano com a meta de cometer o menor número possível de erros.
"Não estou com fome, estou faminto por resultados e quero terminar a temporada realmente bem", comentou. "Claro, minha corrida de casa é especial, mas vou encarar como qualquer outro GP, com a mesma ambição e vontade de mostrar performance. Em 2022, acho que teremos um pacote mais completo. Acho que melhorar na classificação é a meta", indicou.
"Somos uma das fábricas que mais força a dianteira e isso é algo que precisamos resolver. Estou olhando para a próxima temporada como um ano onde cometeremos o menor número de erros possível", concluiu.
A MotoGP volta às pistas no próximo dia 7 de novembro para o GP do Algarve, em Portimão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.
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