Selo verde evita maus tratos em animais de rodeio
- Leonardo Guariso
Desde julho de 2002, a lei federal número 10.519 estipula que "os apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais" utilizados nos rodeios. O problema é fiscalizar os mais de 1200 eventos por ano em todo Brasil. Por essa razão, a Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) lançou, em 2007, a "Certificação rodeio legal: seu rodeio dentro da lei".
De acordo com Roberto Vidal, presidente da CNAR, o selo é a garantia de que o animal não sofre maus-tratos. O primeiro a receber a chancela verde foi a Festa do Peão de Indaiatuba, em agosto de 2011. "Isso dá um retorno positivo aos organizadores de rodeio, prefeituras e patrocinadores", afirma. Vale ressaltar, o certificado é anual, ou seja, precisa ser renovado a cada ano.
A fiscalização é feita por meio do Comitê de Segurança e Bem-estar Animal da entidade, composto por veterinários e outros profissionais da área. Eles acompanham o animal desde a fazenda até o rodeio para garantir a qualidade do certificado. No evento, segundo Vidal, inspecionam instrumentos, como as esporas dos caubóis, que não podem ser pontiagudas ou estar travadas (para não perfurar o couro do cavalo ou touro); alimentação adequada; estrutura; entre outros quesitos.
Até o momento, a CNAR já certificou seis rodeios em São Paulo (a aplicação do selo começou apenas em 2011). Para este ano, o objetivo é fortalecer a chancela pelo estado e, em 2013, alcançar outras regiões do Brasil. "Vamos fazer um trabalho em conjunto com todas as federações de rodeio", diz Vidal.
O selo também apóia ações ambientais, como a reciclagem de todo resíduo sólido produzido na festa. Nessa primeira fase, o protocolo sugere que a organização do rodeio dê um fim sustentável aos materiais em regiões onde não há essa preocupação. "Se não existe um trabalho ecológico, nossa parte é indicar uma solução", explica o presidente da CNAR.