Braçadas
contra o relógio
Assim como vários outros esportes, a natação
não tem uma data precisa e muito menos quem criou o esporte. Há
documentos que dão indÃcios de que já havia algo parecido com o
que é hoje nove mil antes de Cristo na LÃbia. Milhares de anos depois,
mais precisamente no século 19, o esporte começou a ganhar formas
mais concretas e feitos, como o capitão inglês Matthew Webb, que
atravessou o Canal da Inglaterra em 1875.
Nesta mesma época, o nadador inglês, J. Arthur
Trudgen, passou a ensinar pelo mundo o método, mais tarde denominado
de The Trudgen, que aprendeu _algo semelhante ao nado livre_ vendo
Ãndios sul-americanos. Já no final do século, outro inglês, Fred
Cavill, deu aulas de natação no estilo visto no norte da Europa.
Em 1896, por exemplo, apesar de valer qualquer
método de nado, a grande maioria optou pelo The Trudgen. Nesta OlimpÃada,
a primeira da era moderna, os organizadores tiveram que elaborar
métodos para quebrar as ondas, já que as provas aconteceram em pleno
mar, na baÃa de Zea, numa água com temperatura de 15 graus Celsius.
Para chegar ao ponto de largada, os nadadores eram levados por um
bote. O destaque acabou sendo um jovem húngaro, Alfred Hajosn, campeão
dos 100 e 1.200 m livres. O atleta, além de vencer os adversários,
acabou quebrando também o preconceito da época, já que era órfão
e judeu. Seu sobrenome verdadeiro era Guttman.
Em 1900, em Paris, a prova aconteceu no rio
Sena. Só em 1908 é que foi construÃdo uma piscina de 100 metros.
Com o estabelecimento da piscina olímpica é que o
esporte passou a ganhar mais atenção, já que
a briga pela quebra de recordes cresceu consideravelmente.
O nado de costas só começou a fazer parte
dos Jogos em 1900 e o de peito, em 1908. O borboleta só entrou mesmo
em 1956, em Melbourne, na Austrália.
Em 1920, na Antuérpia, a equipe brasileira
fez sua estréia em uma OlimpÃada e foram necessários mais de 32
anos para que o primeiro nadador subisse ao pódio.
A luta para conquistar novos recordes aumentou
no final da década de 90, quando indústrias inventaram
maiôs com menor resistência e atrito com água.
Tudo para se ganhar preciosos centésimos.
REGRAS E ESTILOS
Nado livre
O competidor pode nadar qualquer estilo, exceto nas provas medley
individual ou revezamento quatro estilos, nado livre significa qualquer
nado diferente do nado de costas, peito ou borboleta. Alguma parte
do nadador tem que tocar a parede ao completar cada volta e no final.
Costas
Os competidores devem alinhar-se na água, de frente para a cabeceira
de saÃda, com abas as mãos colocadas nos suportes de agarre. Os
pés, inclusive os dedos, devem ficar sob a superfÃcie da água. Manter-se
na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha é proibido.
Ao sinal de partida e quando virar, o nadador
deve dar impulso e nadar de costas durante o percurso, exceto quando
executa a volta. Quando o corpo tiver deixado a posição de costas,
não pode haver mais pernada ou braçada que seja independente da
ação continua de volta. O nadador tem que retornar a posição de
costas após deixar a parede.
Quando executar a volta, tem que haver o toque
na parede com alguma parte do corpo do nadador. No final da prova,
o nadador tem que tocar a parede na posição de costas.
Peito
A partida da primeira braçada após a saÃda e após cada virada, o
corpo deve ser mantido sobre o peito e os ombros paralelos com a
superfÃcie da água. Todos os movimentos dos braços devem ser simultâneos
e no mesmo plano horizontal, sem movimentos alternados.
As mãos devem ser lançadas juntas para a frente
a partir do peito, abaixo ou sobre a água. Os cotovelos deverão
estar abaixo da água exceto para a última braçada. As mãos deverão
ser trazidas para trás na superfÃcie ou abaixo da superfÃcie da
água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos
quadris, exceto durante a primeira braçada após a saÃda e em cada
volta. Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no
plano horizontal, sem movimentos alternados.
Em cada virada e na chegada da prova, o toque
deve ser feito com as duas mãos simultaneamente acima, abaixo ou
no nÃvel da água. A cabeça pode submergir após a última braçada
anterior ao toque, contando que quebre a superfÃcie da água em qualquer
ponto durante o último completo ou incompleto ciclo anterior ao
toque.
Borboleta
O corpo deve ser mantido sobre o peito todo o tempo, exceto quando
executa a virada. Os ombros devem estar em linha com a superfÃcie
da água a partir da primeira braçada, após a saÃda e cada volta
e deve permanecer nesta posição até a próxima volta ou final. Não
é permitido girar para as costas em nenhum momento. Ambos os braços
devem ser levados juntos à frente por sobre a água e trazidos para
trás simultaneamente.
Todos os movimentos dos pés devem ser executados
de maneira simultânea. Movimentos simultâneos das pernas e dos pés,
de cima para cima para baixo, num plano vertical são permitidos,
as pernas ou pés não precisam estar no mesmo nÃvel, mas movimentos
alternados não são permitidos.
Em cada virada e na chegada, o toque deve
ser efetuado com as ambas as mãos simultaneamente, acima, abaixo
ou no nÃvel da superfÃcie da água. Os ombros devem permanecer na
posição horizontal até que o toque seja efetuado.
Medley
Nas provas de medley individual, o nadador nada os quatro nados
na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Nas provas
de revezamento medley, os nadadores nadam os quatro nados na seguinte
ordem: costas, peito, borboleta e livre. Cada estilo deve terminar
com a sua respectiva regra.
Categorias olÃmpicas
Estilo livre: 50, 100, 200, 400, 800 (só no feminino) e 1500 metros
(só no masculino)
Borboleta, peito e costas: 100 e 200 m
Medley: 200 e 400 m
Revezamento - livre: 4 x 100 m; 4 x 200 m e 4 x 100 m medley
OLIMPÃADAS
A natação faz parte dos Jogos desde 1896, mas as mulheres só entraram
a partir de 1912.
SYDNEY
De 16 a 23 de setembro, no Sydney International Aquatic Centre.
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