Pac-Man Museum+ traz altos e baixos do mascote da Bandai Namco
Coletânea traz jogos excelentes e curiosidades para os fãs nostálgicos
Aos 42 anos de idade, Pac-Man é um dos maiores ícones dos games, um personagem que é reconhecido por qualquer pessoa que tenha tido algum contato com jogos eletrônicos ao longo da vida. E boa parte dessa trajetória pode ser vista (e jogada) em Pac-Man Museum+, coletânea lançada no final de maio pela Bandai Namco.
Há algumas ausências importantes, principalmente os jogos da série derivada Ms. Pac-Man, e talvez alguns dos jogos da fase de ação 3D do personagem, como Pac-Man World do primeiro PlayStation, mas em geral, o pacotão com 17 games inclui muitos dos melhores jogos da bolota amarela e alguns dos seus títulos mais fracos também.
Altos e baixos
Estão presentes o arcade original de 1980, primeiro grande sucesso dos fliperamas, e as versões Super Pac-Man e Pac & Pal, que exploraram a fórmula de labirinto com algumas variações nas regras. Pac-Mania, jogo indispensável para os fãs da mascote da Bandai Namco, fica incrível em uma TV 4K atual.
Uma viciante adição é Pac-Attack, um jogo de 1992 lançado para Super Nintendo, que traz Pac-Man e os fantasminhas em um puzzle ao estilo Tetris. Também estão presentes duas versões de Pac-Man Arrangement: o arcade original de 1996 e a versão lançada para PSP em 2005, em outra coletânea, Namco Museum Battle Collection.
Entre os games mais inusitados, há o curioso Pac-Motos, um jogo de batalhas isométricas derivado do arcade japonês Motos e lançado anteriormente para Nintendo Wii, e o viciante Pac N Roll, jogo de plataforma e quebra-cabeça ao estilo Marble Madness, que antes estava disponível apenas para Nintendo DS. Pena que os controles neste último jogo não sejam tão precisos quanto o jogo pede.
Os lançamentos mais recentes da coletânea incluem o excelente Pac-Man Championship Edition (um dos melhores jogos já feitos, na minha opinião) e o game mobile Pac-Man 256, em versão livre de microtransações e com suporte para multiplayer. Completando a parte boa da coleção está Pac-Man Battle Royale, arcade de 2010 que traz partidas multiplayer competitivas sensacionais.
Por outro lado, há alguns jogos mais fraquinhos, como Pac-In-Time, um jogo de plataforma que não era grande coisa em 1994, quando foi lançado para Super Nintendo. Imagine agora. Caso parecido é o de Pac-Land, jogo de corrida infinita lançado em 1984 e que vale mais pela curiosidade.
As ausências de jogos de ação e plataforma mais recentes e, principalmente, de Ms. Pac-Man, são bastante sentidas. A namorada do Pac-Man estrelou um dos arcades mais importantes dos anos 1980, mas não é sequer citada em nenhum lugar da coletânea. Não há um boneco dela entre os Gashapon que o jogador pode colecionar, por exemplo. O motivo? A disputa judicial entre Bandai Namco e Midway pela propriedade intelectual, uma discussão que já dura décadas.
Considerações
O pacote diverte e traz vários games excelentes para gamers de todas as idades. E é incrível ver como o game design genial do Pac-Man original se mantém divertido e viciante mais de quarenta anos depois.
Há uma boa quantidade de informações adicinais sobre cada jogo e vários colecionáveis para desbloquear, como gabinetes arcade, trilha sonora e modelos 3D dos personagens em formato de Gachapon. Falta um pouco mais de material extra, mas o maior problema é que para liberar tudo, é preciso jogar todos os jogos do pacote por muito tempo - inclusive os que não são tão bons assim.
Pac-Man Museum+ está disponível para PC, PS4, Switch e Xbox One. O game está incluso no catálogo do Xbox Game Pass.
*Esta análise foi feita no Xbox Series X.