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Anfavea: indústria perdeu 123 mil carros no 1º trimestre

Anfavea divulga balança trimestral e revela que a crise se acentua no setor automotivo; só de carros de passeio foram 100 mil unidades

8 abr 2022 - 12h24
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Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea: mensagem para o país.
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea: mensagem para o país.
Foto: Sergio Quintanilha / Reprodução Anfavea

A crise de produção (falta de peças e aumento de custos) ficou acentuada no primeiro semestre. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a indústria automobilística deixou de vender 134.742 veículos no primeiro trimestre de 2022. A queda de vendas mais acentuada ocorreu no setor de automóveis de passeio, com a perda de 100.373 carros.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, que fez a última entrevista coletiva de sua gestão, houve uma piora na questão dos semicondutores para produzir chips eletrônicos e o setor está sofrendo o impacto da guerra na Ucrânia. Por causa disso, a empresa IHS Markit revisou sua projeção de crescimento nas vendas globais, de 9,1% para 5,6% este ano. O total de veículos previstos para este ano é de 77,2 milhões, dos quais 2,9 milhões na América do Sul.

No mercado brasileiro, o balanço trimestral indicou um recuo de -23,2% considerando todos os autoveículos  e de -25% nos automóveis de passeio. Veja abaixo o quadro com as vendas do primeiro trimeste deste ano e do ano passado.

VENDAS DE VEÍCULOS 1º TRIMESTRE
SETOR20222021DIF.
Carros de passeio300.494400.867-100.373
Comerciais leves74.95297.651-22.699
Caminhões26.85226.077-775
Ônibus3.3223.331-9
Total405.668527.926-134.742

Luiz Carlos Moraes disse as crises enfrentadas pelo país durante sua gestão na Anfavea deixaram "uma mensagem importante para o país". Numa crítica à falta de visão estratégica no comando do Brasil, ele afirmou: "Quando precisamos de vacina, descobrimos que tinbha vacina, quando precisamos de máscaras, não tinha máscara, quando precisamos de respiradores, não tinha respiradores, quando precisamos de semicondutores não tinha semicondutores, quando precisamos de fertiizantes para o agronegócio descobrimos que não tinha fertilizantes".

O presidente da Anfavea destacou que a escassez desses produtos nos momentos críticos mostram que "o setor privado vai ter que fazer sua lição de casa, mas o país também precisa pensar em estratégias" para a indústria da transformação como um todo, não só a indústria automobilística.

Vendas de março

Apesar dos números negativos no balanço do primeiro trimestre, em março os licenciamentos de autoveículos aumentaram nos quatro setores analisados pela Anfavea, em relação a fevereiro: carros de passeio somaram 108.272 (+8,2%), comerciais leves emplacaram 27.129 (+16,5%), o setor de caminhões vendeu 10.056 unidades (+24,3%) e o de ônibus teve 1.362 licenciamentos (+47,9%). Na soma de todos os autoveículos, foram vendidas 146.819 unidades em março (+10,9% em relação a fevereiro).

Renovação de frota para veículos pesados sai do papel

Durante a coletiva, a Anfavea também apresentou sua visão sobre a MP 1.112, publicada no início deste mês pelo governo federal, que instituiu o Programa Renovar, voltado inicialmente para caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

Glenda Lustosa, Subsecretária de Facilitação de Comércio Exterior e Internacionalização do Ministério da Economia, participou da coletiva e explicou que o Renovar é um programa voluntário, em que o caminhoneiro que tem veículo com mais de 30 anos de uso tem vantagens ao participa. “O objetivo é ganhar produtividade e contribuir com a redução do Custo Brasil. Um caminhão de 30 anos, em comparação a um de 10 anos de uso, por exemplo, tem custo operacional 15% maior", disse.

Por meio de um aplicativo que centralizará todo o Programa Renovar, o proprietário de um veículo pesado com mais de 30 anos poderá entregá-lo para reciclagem e receber o valor de mercado, mais o da sucata. E se quiser adquirir um veículo mais novo, poderá ter benefícios de outros atores integrados ao aplicativo, como governos estaduais e municipais, além de fabricantes, concessionários, bancos e frotistas.

Infraestrutura para eletrificação

Luiz Carlos Moraes anunciou ainda a criação de um grupo de trabalho com foco na infraestrutura para a eletromobilidade. Constituído por representantes das montadoras, o grupo poderá receber colaboração de outras empresas, incluindo importadores de veículos. Um dos objetivos é a definição de rotas prioritárias para estações de recarga rápida em rodovias.

“Hoje temos no Brasil cerca de mil pontos de recarga para uma frota estimada em 10 mil veículos elétricos", disse Moraes. "Teremos em 2035 algo em torno de 3,2 milhões de veículos elétricos rodando no país, o que demanda a instalação de mais de 150 mil pontos de recarga.”

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