Do sucesso ao fracasso: elétrico, Jaguar I-Pace não vingou
Antes revolucionário e promissor, modelo britânico sofreu com defeitos e recalls, e acabou sendo até recomprado pela marca
O Jaguar I-Pace, primeiro modelo elétrico da marca, tinha todos os ingredientes de inovação quando chegou ao mercado, em 2018. O crossover chegou até a ganhar o título de "Carro Mundial do Ano" em 2019, mas todos os méritos acabaram depressa. Uma foto recentemente publicada no X/Twitter mostra uma grande quantidade de I-Paces empilhada em um ferro-velho, e há uma razão para isso.
Mesmo com elogios do público e da crítica, as vendas nunca decolaram. E a reputação do modelo acabou manchada por inúmeros recalls, problemas de confiabilidade e até incêndios. Seja como for, o modelo acabou recolhido em diversos mercados ao redor do mundo por conta de suas falhas.
Assim, para se ter uma ideia, no final do ano passado, a Jaguar anunciou que compraria de volta quase 2.800 exemplares de proprietários nos Estados Unidos. Programas de recompra semelhantes foram lançados em outros lugares do mundo, incluindo o Reino Unido. Lugar onde esses I-Paces do tweet parecem ter acabado.
O I-Pace enfrentou problemas com a bateria por anos, com relatos de que os componentes fornecidos pela LG eram suscetíveis à sobrecarga térmica e risco de incêndio. Apesar das tentativas da Jaguar de solucionar a questão via atualizações de software e monitoramento de diagnóstico, a montadora optou por recompras do veículo em vários países.
Agora, a Jaguar foca em uma nova fase, marcada pelo polêmico relançamento total da marca. Em dezembro, revelou o Type 00 Concept, um sedã elétrico de quatro portas previsto para entrar em produção ainda este ano. Com autonomia estimada em 692 km pelo ciclo EPA, espera-se que tenha bateria melhor que do I-Pace.
