Homem é suspeito de matar ex-companheira enquanto segurava filho de 3 meses
De acordo com relatos da família, o suspeito segurava o bebê de três meses quando desferiu facadas em Geane Fernandes, de 39 anos
Uma mulher de 39 anos foi morta a facadas na noite desta segunda-feira, 24, no Recife, Pernambuco. Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que teria fugido nadando por um rio após o crime.
A PM informou ao Terra que foi acionada para atender a ocorrência na Rua São Paulo, na comunidade Ilha de Deus, no bairro da Imbiribeira, onde encontrou a vítima, identificada como Geane Fernandes, já sem vida. Um homem que tentou intervir durante a agressão foi ferido e levado por populares à Policlínica de Afogados.
A Polícia Civil de Pernambuco registrou o caso como feminicídio consumado e tentativa de homicídio, sob investigação da Equipe de Força Tarefa de Homicídios na Capital. As diligências continuam em andamento.
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Em entrevista à TV Globo, o homem que tentou ajudar a vítima descreveu o ataque. "Quando eu vi ele com o menino na mão [colo] esfaqueando a moça... Não aguentei ver e fui lá salvar ela, né? Ai ele foi e começou a me esfaquear também. Deu bem umas cinco [facadas]. Pegou duas ainda. Ai eu já tava ferido, botei a mão no meu pescoço...e sai correndo gritando", contou ele, que preferiu não se identificar.
Kátia Oliveira, irmã de Geane, relatou à emissora que o suspeito Wagner Gomes Lima da Silva estava com o filho do casal de três meses no colo durante o crime. O casal estava separado havia cerca de duas semanas.
"Estava com a criança nos braços e ela [Geane] pediu o menino para ir para casa. Só que ele já veio com a faca, já veio esfaqueando ela [com] o menino nos braços, depois jogou o menino no chão, um bebê de 3 meses, e terminou o que tinha começado", disse a irmã da vítima.
Ainda segundo a irmã, Geane já havia sofrido agressões e por isso quis se separar dele. "Ele batia nela. Já teve duas agressões que a gente presenciou na rua. E ela tinha dado um basta. Na última briga, quando ele ameaçou. E ele simplesmente tirou a vida dela. Minha irmã, com 39 anos, deixando três filhos, e dois deles tendo que crescer sem a mãe. Só queremos que não fique impune e que seja só mais uma. Queremos justiça", disse Kátia chorando.
O Terra tenta localizar a defesa do investigado. O espaço permanece aberto para manifestações.