Homem é morto ao defender casal LGBTQIA+ em ônibus de Curitiba
Oziel Branques dos Santos foi assassinado por dois suspeitos que estavam insultando e ameaçando um casal
Oziel Branques dos Santos foi morto após defender um casal LGBTQIA+ dentro de um ônibus em Curitiba. A investigação foi concluída e encaminhada à Justiça.
Em Curitiba, um homem foi morto a facadas por defender um casal LGBTQIA+ que estava sendo alvo de ataques homofóbicos dentro de um ônibus. O crime ocorreu na noite de domingo, 16, e a vítima foi identificada como Oziel Branques dos Santos.
De acordo com o g1, os suspeitos são um homem de 41 anos e um adolescente de 17 anos, tio e sobrinho. Após o crime, os dois tentaram escapar, mas foram encontrados pela polícia.
Os suspeitos estavam dirigindo insultos e ameaças ao casal. “Eles começaram a fazer insultos, o tio começou a fazer ameaças enquanto o mais novo ficava rindo. O mais novo sentou na janela e colocou a mão na mochila ameaçando pegar uma faca para gente. Ele dizia que qualquer coisa que a gente fizesse, eles iam nos matar”, disse a jovem trans que estava com o namorado, em reportagem do g1.
Ela e o namorado não conheciam a vítima e lamentaram a situação. “Infelizmente ele perdeu a vida tentando nos salvar. Estou em estado de choque. Minha mente não está conseguindo parar para refletir. Eu queria dormir hoje e acordar sabendo que tudo isso foi um sonho. Me deixou muito mal saber que alguém perdeu a vida tentando nos salvar", desabafou.
Conforme noticiou o veículo, a Polícia Civil concluiu a investigação e a encaminhou à Justiça.
Manifestações nas redes sociais
O Grupo Dignidade, organização que atua em defesa da comunidade LGBTQIA+, se pronunciou no Instagram sobre o ocorrido, prestando solidariedade e condolências aos familiares de Oziel Branques dos Santos.
“Oferecemos nossas mais sinceras condolências à família e aos amigos do homem que, em um gesto de extrema bravura, se levantou contra a injustiça e a intolerância. Sua empatia não será esquecida e deve servir como um poderoso lembrete da necessidade de combatermos o ódio e a violência em todas as suas formas”, diz a nota.
“Também nos solidarizamos com Camila Dias Marçal e Jean Carlos de Oliveira, que foram vítimas desse ato de violência. É inaceitável que em nossa sociedade ainda ocorram ataques motivados pelo preconceito e pela intolerância”, completou.
O Terra NÓS entrou em contato com a polícia e eventuais atualizações serão adicionadas à nota.