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Até quando? O grito silencioso da Sexta-feira Santa no RS

Mesmo em um dia marcado pela fé e pela reflexão, a violência contra a mulher mostrou sua face mais cruel — até quando vamos normalizar o inaceitável?

19 abr 2025 - 11h18
(atualizado às 12h09)
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A Sexta-feira Santa amanheceu como um dia de fé, silêncio e reflexão. Mas, no Rio Grande do Sul, ela terminou marcada por um eco ensurdecedor de dor: seis mulheres assassinadas em diferentes cidades. Enquanto muitas pessoas lembravam o sofrimento de Cristo, outras enfrentavam o calvário real da violência, da perda e da indignação.

Foto: AI / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

Até quando?

Essa pergunta ecoa como um lamento em todos os cantos do país. Quantas vidas mais serão interrompidas antes que a gente perceba que não se trata apenas de estatísticas, mas de mães, filhas, irmãs, amigas?

Em plena Páscoa — tempo que simboliza renascimento, compaixão e recomeço — somos lembrados, da forma mais cruel possível, de que a vida de muitas mulheres ainda vale muito pouco aos olhos de quem deveria protegê-las, respeitá-las, amá-las. A data que nos convida a olhar para dentro e transformar o mundo a partir de pequenas atitudes, também nos cobra ação, urgência e empatia.

O que está acontecendo com nossa sociedade? Por que normalizamos tanto a violência que só reagimos quando os números se tornam alarmantes? Será que não é hora de transformar nossa indignação em atitude concreta?

Como podemos mudar isso?

  • Cobrar políticas públicas sérias de proteção à mulher, com casas de abrigo, canais de denúncia eficientes e punição exemplar.

  • Educar meninos para não crescerem achando que controle é sinônimo de amor.

  • Romper o silêncio. Não dá mais para fingir que não está acontecendo.

  • E principalmente: se importar. Não só com quem está perto, mas com todas que são invisibilizadas até virarem notícia trágica.

A Páscoa poderia — e deveria — ser o momento de refletirmos sobre todas as pessoas que fazem mal aos outros, seja por ignorância, ódio, machismo ou pura crueldade. Talvez, mais do que renovar votos de esperança, devêssemos renovar nosso compromisso com o respeito, com a vida e com o outro.

Porque não há ressurreição possível enquanto a violência continuar sendo nossa cruz de cada dia.

Porto Alegre 24 horas
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