Avião da Gol faz pouso de emergência em Canoas após impactos do ciclone Biguá
Comandante da aeronave solicitou autorização para redirecionar o voo, devido a um problema técnico
Neste domingo (14/12), um Boeing 737 da Gol Linhas Aéreas precisou realizar um pouso de emergência na Base Aérea de Canoas, a 19 km de Porto Alegre. O voo G3 1885, que havia decolado do aeroporto de Guarulhos, São Paulo, com destino à capital gaúcha, enfrentou problemas técnicos em meio ao impacto do ciclone subtropical Binguá, que assolava o Rio Grande do Sul.
A região vivia momentos de caos, com quedas de árvores, residências destelhadas, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas cidades. Em meio a esse cenário desafiador, o comandante da aeronave solicitou autorização para redirecionar o voo, devido a um problema técnico nos flaps - estruturas fundamentais para a estabilidade durante o pouso.
No áudio divulgado pelo canal Câmera Aeroporto Porto Alegre BrAmigo, é possível perceber a tensão no diálogo entre o piloto e o controle de tráfego aéreo. Às 16h33, o comandante descreve a situação:
"A gente está com problema de flap aqui, foi travado, e não temos condições de pousar em Porto Alegre e não temos condições de seguir até Floripa. A gente vai precisar pousar em Canoas mesmo." A Gol se manifestou, reafirmando o compromisso com a segurança de seus passageiros: "A companhia reforça que as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na segurança, valor número um da Gol. A aeronave pousou sem qualquer intercorrência e os passageiros desembarcaram normalmente."
Apesar do susto, o desfecho trouxe alívio. Nenhum passageiro ou membro da tripulação sofreu ferimentos, e a decisão ágil e assertiva do comandante foi crucial para garantir a segurança de todos a bordo. O ciclone Binguá continua sendo monitorado pelas autoridades, e a Defesa Civil alerta para a necessidade de cautela em áreas atingidas pelos ventos fortes e chuvas intensas.