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Bolsonaro liderou grupo para romper ordem democrática, diz PGR

Segundo Gonet, organização buscava manter ex-presidente no poder

25 mar 2025 - 10h49
(atualizado às 10h52)
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma organização criminosa voltada a "gerar ações que garantissem a sua continuidade no poder, independentemente do resultado das eleições de 2022".

    Ao sustentar a denúncia contra o ex-mandatário e outros sete acusados por tentativa de golpe na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet disse que o outro líder da organização era o então candidato a vice-presidente e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, que também pode se tornar réu.

    "Todos aceitaram, estimularam e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra a existência e independência dos poderes e o Estado Democrático de Direito. Os delitos descritos na denúncia compõem uma cadeia de acontecimentos articulados para que, por meio da força ou de sua ameaça, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro não deixasse o poder ou a ele retornasse", declarou Gonet, enquanto o ex-mandatário acompanha a sessão presencialmente.

    O procurador-geral citou entre os eventos da trama golpista a reunião com embaixadores estrangeiros em que Bolsonaro fez ataques sem provas ao sistema eleitoral brasileiro, os discursos do então presidente incitando uma ruptura da democracia e os acampamentos diante de quartéis após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.

    Segundo a acusação, o inquérito encontrou "manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática".

    "As investigações revelaram a aterradora operação de execução do golpe, em que se admitia até mesmo a morte do presidente [Lula] e vice-presidente eleitos [Geraldo Alckmin], bem como de ministro do Supremo Tribunal [Alexandre de Moraes]", disse Gonet, em referência ao plano "Punhal Verde Amarelo", que contemplava "emprego de meios explosivos, instrumentos bélicos e veneno".

    "No dia 15 de dezembro de 2022, os operadores somente não ultimaram o combinado porque não conseguiram, na última hora, cooptar o comandante do Exército", declarou o procurador-geral.

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Ansa - Brasil
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