Justiça reabre investigação sobre morte de mãe de Bernardo
Morte de Odiliane em 2010 foi considerada suicídio, mas caso será reaberto para investigação
A Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a reabertura do inquérito que investigou as circunstâncias da morte de Odiliane Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini. Ela morreu com um tiro na cabeça em 2010, e as investigações concluíram que ela teria cometido suicídio. No entanto a família nunca se convenceu dessa versão e desde então vem tentando meio de reabrir o caso.
O que motivou a determinação judicial para a reabertura das investigações foram novos inícios trazidos ao processo por meio de uma perícia particular contratada pela família de Odiliane, que apontou que ela não teria escrito a carta de suicídio supostamente deixada pela mãe de Bernardo. Além disso, o advogado da família já trouxe à tona outros indícios como saques em dinheiro feitos da conta da empresa da qual ela era proprietária com o então marido, Leandro Boldrini, dias antes de sua morte, no entanto essas últimas provas não foram analisadas na decisão que a reabriu o caso.
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“Verifica-se que merece deferimento o pedido de desarquivamento do inquérito policial apresentado pelo Ministério Público. Os elementos e fundamentos apresentados são suficientes para reabertura das investigações acerca da morte de Odiliaine Uglione”, disse o juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos na decisão.
A perícia particular que motivou o pedido de reabertura do caso levantou ainda a hipótese de que uma terceira pessoas estava presente no local onde aconteceu a morte de Odilaine. O inquérito policial que concluiu que ela teria se suicidado considerou que apenas o casal estava na sala.
Com a determinação, deve ser realizada uma reconstituição da morte, além da oitiva de testemunhas.
De acordo com as investigações, Odilaine cometeu suicídio dentro do consultório de Leandro Boldrini no dia 10 de fevereiro de 2010. Ela teria escrito uma carta um dia antes da sua morte. O inquérito foi arquivado dois meses depois porque as investigações concluíram que ela teria se matado.
O pedido de reabertura da investigação foi feito por Jussara Uglione, mãe de Odiliane, no ano passado, mas foi rejeitado pelo Ministério Público pela falta de argumentos. Foi então contratada uma perícia particular que apontou os novos indícios que serão agora investigados.
O filho de Odilaine e Leandro foi morto 10 depois de ter sido dado como desaparecido na cidade de Três Passos, a pouco mais de 470 quilômetros de Porto Alegre. O pai, a madrasta, Graciele Ugulini, além dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganowicz estão presos pela morte da criança e aguardam julgamento.