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Cinema, estúdio de podcast, café: terraço do Edifício Martinelli passa para a iniciativa privada

Gestão do espaço ficará com o Grupo Tokyo, conhecido por comandar uma boate de mesmo nome na região da República

16 jun 2023 - 19h33
(atualizado às 19h41)
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Bar e cinema no subsolo, cafés e restaurantes com vista para o terraço, estúdio de podcast no último andar. O Edifício Martinelli, considerado o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, deve contar com novidades nos próximos meses.

A Prefeitura assinou na tarde desta sexta-feira, 16, o contrato de concessão para passar a gestão dos quatro últimos andares do edifício, além de uma sala no térreo e o subsolo, para a iniciativa privada por um período de 15 anos.

A partir de agora, a gestão desses espaços fica por conta do Grupo Tokyo, conhecido por comandar uma boate de mesmo nome na região da República, também no centro. A previsão é receber cerca de um milhão de pessoas por ano.

Grupo estuda ampliar dias de visitação gratuita

O edital prevê que o consórcio deve reservar ao menos um dia para a população visitar o terraço de forma gratuita. "Nós estamos trabalhando para tentar ter pelo menos dois dias, justamente para poder permitir que mais pessoas possam frequentar", disse Fábio Floriano. "Estamos adequando o plano de negócios para tentar dobrar a capacidade prevista."

Ao todo, são 2.570 m² de área concedida pelo período de 15 anos. A concessão possibilitará a retomada das visitações públicas à cobertura com vista de 360º da cidade, o restauro de todos os espaços concedidos e a implantação de melhorias de acessibilidade, segurança e zeladoria.

Em 2019, a Prefeitura lançou a primeira consulta pública sobre a concessão do Martinelli. O primeiro edital de licitação foi publicado em 2020, mas, a pedido do Tribunal de Contas do Município, foi suspenso para ajustes nas regras da concessão. O processo licitatório foi reaberto em 2022 e, após a análise da proposta comercial, o Grupo Tokyo foi anunciado como vencedor do certame em março deste ano.

A proposta comercial vencedora (de R$ 135 mil, a título de outorga fixa mensal) representou um ágio de 18% em relação ao valor previsto inicialmente no edital da concessão. O valor estimado do contrato é de R$ 61 milhões, segundo a Prefeitura.

"São jovens empreendedores que já têm muito conhecimento nessa área do entretenimento, vão fazer toda a reestruturação, reformulação e reforma aqui do prédio", disse o prefeito Ricardo Nunes. "Com certeza absoluta, será um local que vai ter muita visitação. É um grande ícone do turismo, da visitação na cidade de São Paulo."

Questionado pelo Estadão sobre a segurança nos arredores, Nunes afirmou que a Prefeitura está reforçando o policiamento no centro por meio da Operação Delegada. "Nós tínhamos um convênio com o governo do Estado de 1,8 mil policiais militares. A gente praticamente dobrou isso, para 2,8 mil", disse o prefeito.

O prefeito afirmou que 1 mil novos guardas civis metropolitanos (GCMs) também devem começar a atuar nas ruas a partir deste mês. "Na Virada Cultural a gente já teve um resultado muito positivo, uma redução muito grande em relação a crimes de oportunidade, furto, roubo", disse. "A gente já conseguiu avançar bastante nesse quesito de segurança."

A construção do Edifício Martinelli, projetado inicialmente para ter 12 andares, começou em 1924. O autor do projeto foi o arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena. Na década de 1930, o prédio, com mais de 20 andares, já era o primeiro arranha-céu de São Paulo. Em 1975, o Martinelli foi desapropriado pela Prefeitura, restaurado e reinaugurado em 1979. Atualmente, é sede de diversos órgãos municipais, como as secretarias de Habitação, Subprefeituras e Urbanismo e Licenciamento, além da São Paulo Urbanismo.

Estadão
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