Metroviários suspendem greve em SP, mas anunciam paralisação unificada
Camila Lisboa, presidente do sindicato, disse que estão realizando uma mobilização no que chamaram de "guerra contra a privatização"
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu por cancelar a greve que estava marcada para terça-feira, 15. Em assembleia na noite desta segunda, 14, a diretoria defendeu a suspensão da paralisação após negociação feita no início do dia com o Metrô de São Paulo. Na ocasião, ficou acordado que o edital de terceirização da linha 15-Prata seria adiado pelo prazo de 15 dias.
A categoria considerou o ponto como uma vitória, apesar de manter outras reinvindicações. A presidente do sindicato, Camila Lisboa, prometeu uma paralisação unificada para o mês de outubro, com outras categorias, no que chamaram de "guerra contra a privatização do governador Tarcísio".
"O governador Tarcísio (Republicanos) tem anunciado inúmeras vezes sua intenção de privatizar todas as linhas de metrô, todas as linhas da CPTM e também da Sabesp. Nós somos radicalmente contrários a esse projeto político do governador, porque privatização tem significado a piora dos serviços e o aumento das tarifas", defendeu.
Ela exemplificou com a queda na satisfação dos usuários das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos. Desde que passou a ser administrada pela ViaMobilidade, segundo levantamento feito pelo Datafolha, a satisfação caiu de 85% para pouco mais de 50% na média das duas.
Apesar da suspensão da greve, Camila afirmou que o dia de amanhã será de mobilizações dos metroviários e, por volta das 16h, está prevista uma manifestação na Estação Barra Funda.
O sindicato cobra, além da não privatização das linhas, a readmissão de três funcionários que trabalhavam no momento em que houve a colisão entre dois trens do Monotrilho, em março, e a admissão dos aprovados no concurso de 2019 para trabalhar no Metrô.
Além disso, o sindicato prevê organizar nas próximas semanas que seja feito um plebiscito para que a população opine sobre os projetos de privatização do governador Tarcísio de Freitas.