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Repórter da Folha diz que sócio de concessionária do Pacaembu tentou dar soco nele

Segundo o jornal, o caso aconteceu na manhã de terça-feira, 28; concessionária alega que houve uma discussão, não agressão física

29 jan 2025 - 11h50
(atualizado às 11h57)
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Imagens gravados pelo repórter da Folha
Imagens gravados pelo repórter da Folha
Foto: Reprodução/Folha de S. Paulo

Eduardo Barella, CEO e sócio da Allegra Pacaembu, concessionária que gere o complexo esportivo do Pacaembu, em São Paulo, tentou dar um soco no repórter Demétrio Vecchioli, da Folha de S. Paulo, segundo o jornalista.

Conforme o jornal, o caso aconteceu na manhã de terça-feira, 28. O jornalista chegou ao Pacaembu por volta das 9h para fazer reportagem sobre o primeiro dia de abertura das áreas públicas no local.

Inicialmente, um segurança informou que a entrada dele não estava autorizada, mas depois liberou o acesso. Demétrio então entrou em contato por mensagem com o assessor de imprensa da concessionária para relatar o caso e o assessor respondeu que estava indo até onde ele estava, já no interior do Pacaembu.

O repórter e o assessor se encontraram na área de tênis. Quando estavam voltando da piscina em direção à entrada social do local, foi onde aconteceu a tentativa de agressão.

Demétrio contou que Barella foi em sua direção e, ao chegar perto, armou o braço para lhe dar um soco. Nesse momento, o assessor entrou na frente para impedir. O assessor precisou segurar o CEO.

Após a tentativa de agressão, o repórter ligou a câmera do celular. Nas imagens divulgadas pela Folha, Barella aparece sendo levado pelo assessor para uma área externa. O repórter pediu para ele dizer o que havia sido falado antes e o CEO chamou ele de "mau caráter". Segundo o jornal, o repórter foi embora logo depois. 

Demétrio também fez um relato nas redes sociais sobre o ocorrido. "Ele é faixa preta de jiu-jitsu e disputa o Mundial (master) na categoria peso pesado. Nunca havíamos discutido, ou falado, exceto naquele evento de 2019 [na assinatura do contrato do complexo]. Ele não me xingou, não me criticou. Ele veio em minha direção com o único intuito de me agredir pelo meu trabalho", disse.

"O mesmo assessor que me protegeu depois enviou nota à Folha forjando relato de uma falsa "discussão" Houve, sim, ele sabe e é a principal testemunha disso, uma tentativa de agressão a jornalista que fazia seu trabalho. Eu sequer abri a boca enquanto Barella tentava me agredir", acrescentou.

"O Pacaembu é um local que não oferece segurança sequer para jornalistas. Seu concessionário ameaça, tenta agredir, e não disponibiliza as imagens das câmeras de segurança, como se aquele fosse seu quintal", escreveu ainda Demétrio.

Veja o relato do jornalista:

O outro lado

À Folha, a concessionária disse que não houve agressão física e que a situação foi pacificada em menos de dois minutos. 

"Na manhã desta terça, 28, houve uma discussão entre o CEO da Concessionária Allegra Pacaembu, Eduardo Barella, e o repórter Demétrio Vecchioli, da Folha de S.Paulo. Não houve agressão física e, em menos de dois minutos, a situação foi pacificada", diz a nota.

"A Concessionária Allegra Pacaembu reitera seu compromisso de respeito à imprensa livre e o acesso democrático, inclusivo e plural da população e assim convida a reportagem da Folha a retornar ao complexo sempre que quiser, das 6h às 22h", acrescenta.

Fonte: Redação Terra
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