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Lula: é uma deformação comparar falta de energia e apagão

13 nov 2009 - 13h35
(atualizado às 14h25)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou durante evento em São Paulo nesta sexta-feira as comparações entre a falta de energia para suprir a demanda, que levou ao racionamento de energia elétrica durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001, com o apagão da última terça-feira, que afetou 18 Estados. Segundo Lula, é uma "deformação" comparar as duas situações.

Na avenida Paulista, em Sâo Paulo, só faróis de veículos e luzes de geradores estavam acesas
Na avenida Paulista, em Sâo Paulo, só faróis de veículos e luzes de geradores estavam acesas
Foto: AP

"Tenho notado algumas pessoas falando do apagão com o mesmo prazer que falavam, culpando o governo, quando aconteceu o acidente da TAM, em Congonhas. Disseram que o governo iria carregar 200 mortes nas costas, depois disseram que era a Infraero. A verdade foi aparecendo e prevaleceu que foi falha humana, problema técnico", disse. "Qualquer um no Brasil deve ter orgulho do sistema elétrico brasileiro, que é robusto e tem se desenvolvido", completou.

Lula criticou ainda as tentativas de explicar o apagão antes de uma investigação mais detalhada. "Assim que o apagão aconteceu, o 'achismo' tomou conta da TV. Depois, as pessoas falavam que parece que aconteceu tal coisa. Eu não falei nada, e sim ouvia as pessoas. Eu só posso falar quando todas as questões técnicas forem colocadas, para sabermos o que realmente houve", disse.

O petista ainda fez elogios ao sistema elétrico do País, mas disse que não há como saber se um novo apagão pode acontecer. "É preciso que a opinião pública saiba que o Brasil produz hoje mais energia do que consome. A chance de saber que outra coisa dessas pode acontecer é só se Deus quiser", afirmou o presidente. "Estamos superando a fase do 'achismo' e vamos saber o que realmente aconteceu, se foi algo grave, mas posso dizer em alto e bom som que não há problema de geração de energia no Brasil", afirmou

Falta de Luz

Por volta das 22h30 de terça-feira (10), as 18 unidades geradoras da usina de Itaipu começaram a "rodar no vazio" - ou seja, não conseguiam passar eletricidade para a rede distribuidora. O problema atingiu pelo menos 18 Estados, sendo que quatro deles (Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) ficaram completamente às escuras. Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia foram parcialmente atingidos pela falta de luz. A situação foi normalizada entre a noite de terça-feira e a madrugada e manhã desta quarta-feira.

Três linhas de transmissão com problemas teriam causado o apagão. De acordo com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, duas das linhas vão de Ivaiporã, no Paraná, a Itaberá, no sul de São Paulo. A terceira liga Itaberá a Tijuco Preto, no sul de Minas Gerais. O problema, afirma Zimmermann, foi possivelmente causado por condições meteorológicas adversas.

Com 18 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada, a usina binacional de Itaipu fornece 19,3% da energia consumida no Brasil e abastece 87,3% do consumo paraguaio. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), 28,8 mil megawatts de potência foram perdidos com a pane (cerca de 40% da energia do Brasil), o que impossibilitou o fornecimento para as demais regiões. Para abastecer o Estado de São Paulo, por exemplo, são necessários cerca de 17 mil megawatts.

Fonte: Redação Terra
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