Advogado quer investigar vazamento de fotos e 1ª perícia no Hopi Hari
28 mar2012 - 12h12
(atualizado às 12h23)
Compartilhar
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
O advogado Ademar Gomes, contratado pela família de Gabriela Nichimura, que morreu em fevereiro após cair de um brinquedo no parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo, protocolou nesta terça-feira dois pedidos de abertura de investigação na Corregedoria da Policia Civil, em Campinas. Um deles é para que o órgão proceda uma apuração na condução da primeira perícia feita no brinquedo Torre Eiffel. A outra solicitação é para localizar os autores da divulgação das imagens do corpo da jovem pela rede mundial de computadores.
Torre Effeil, brinquedo do qual a menina Gabriela Nichimura caiu em fevereiro, foi interditado por tempo indeterminado pelo Ministério Público
Foto: Rose Mary Souza / Especial para Terra
Segundo o advogado, o Instituto de Criminalistica (IC) de Campinas errou ao analisar, inicialmente, as condições mecânicas de um assento que não foi ocupado pela vítima - o terceiro do setor 3 do brinquedo Torre Eiffel. O engano foi desfeito dias depois quando a família da jovem apresentou à polícia uma fotografia onde a menina aparecia ocupando o quarto assento, cuja trava de segurança estava inoperante.
Baseada nesta imagem, feita por uma tia da menina, onde os familiares aparecem posicionados no brinquedo minutos antes do acidente fatal, outra perícia foi realizada pelo IC, apontando o defeito no dispositivo de segurança. Em depoimento à polícia, um advogado do Hopi Hari e um engenheiro de manutenção afirmaram que o problema na cadeira ocupada por Gabriela já era conhecido há mais de dez anos.
No segundo pedido à Corregedoria, Gomes quer que o órgão apure as responsabilidades pelo vazamento de fotografias mostrando a garota ferida. As imagens foram realizadas na sequência do acidente por alguém que teve acesso privilegiado ao acidente. As fotos foram postadas na internet e chocaram a família.
O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, pretende continuar com os depoimentos de testemunhas nos próximos dias. Ele não revelou quais serão as pessoas convocadas a depor, mas a expectativa é que membros da diretoria do parque apresentem formalmente uma posição. Após um mês da morte da garota, em 24 de fevereiro, Noventa Júnior prorrogou por mais um mês o inquérito.
O Hopi Hari ficou fechado de 2 a 22 de março, quando passou por uma inspeção de vistoria em seus brinquedos mais radicais. O fechamento foi determinado pelo Ministério Público de Vinhedo a partir do acordo firmado por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Um novo TAC foi assinado para que o parque reabrisse ao público, desde que interditasse, por tempo indeterminado, três atrações. São elas a Torre Eiffel, que vai precisar de uma remodelação em sua estrutura, a West River Hotel, que apresenta limitações em rotas de fuga, e a Simulakron, que necessita de câmeras infravermelho com a presença de um monitor.
Imagem registrada no dia 19 de janeiro mostra cadeira inoperante
Foto: Aline Rafaela / vc repórter
Até mesmo nas fotos do perfil do parque no Facebook a cadeira aparece inoperante
Foto: Reprodução
Em dezembro de 2011, internauta mostra que não havia sinalização proibindo os visitantes de sentar na cadeira
Foto: Riviane Freitas / vc repórter
Foto tirada em 15 de janeiro deste ano, internauta mostra cadeira vazia; Hopi Hari diz que não sabe o motivo de Gabriela ter sentado no banco inoperante
Foto: Elisabete Silva / vc repórter
Internauta mostra cadeira inoperante já no ano de 2004
Foto: Juliana Moraes / vc repórter
Foto de 2009 mostra que cadeira inoperante não tinha a barra de apoio, presente nas demais travas
Foto: Marcos Mendo / vc repórter
Internautas se divertem na Torre Eiffel ao lado de cadeira quebrada
Foto: Amanda Santuzzi / vc repórter
Em todas as imagens, como esta tirada em 2008, a cadeira aparece com a trava abaixada
Foto: Fernando Luiz de Moraes / vc repórter
Segundo relato de um internauta, no dia 20 de janeiro apenas 7 cadeiras do brinquedo estavam operando
Foto: Alminto / vc repórter
Em dezembro de 2011, a mãe da internauta Ana Cláudia foi orientada por um funcionário a deixar a cadeira com problema
Foto: Ana Cláudia Almeida de Souza / vc repórter
Homem tenta se sentar na cadeira desativada, em janeiro de 2012
Foto: Juliana Rezende Stradiotto / vc repórter
Segundo a assessoria de imprensa do parque, a cadeira estava fora de uso há 10 anos
Foto: Felipe Forti Tonon / vc repórter
Funcionário confere a segurança do brinquedo antes de iniciar funcionamento, em janeiro deste ano
Foto: Felipe Andreoni / vc repórter
A falta de manutenção do assento, em outubro de 2011, pode ser notada pela cor da cadeira e da trava
Foto: Diego Galan / vc repórter
Visão geral do brinquedo em abril de 2009; a cadeira em que se sentou Gabriela não estava ocupada
Foto: Marcos Mendo / vc repórter
Internauta registrou a cadeira sem ser utilizada em fevereiro de 2011
Foto: Alan / vc repórter
No dia 7 de abril de 2007, há quase cinco anos, a cadeira já não era utilizada
Foto: Larissa / vc repórter
Em 2007, internauta mostra cadeira do bloco 3 vazia
Foto: Felipe Nogueira / vc repórter
Cadeira também estava desocupada em março de 2005
Foto: Junior Almeida / vc repórter
Foto tirada em novembro de 2008, durante visita de internauta ao Hopi Hari
Foto: Carol Bogajo / vc repórter
Foto de 2006 mostra cadeira inoperante de onde caiu Gabriela Nichimura
Foto: André Luis Crepaldi / vc repórter
Internauta registrou o brinquedo do Hopi Hari sem a cadeira em 2001