Caso Gritzbach: traficante é apontado como mandante da execução do delator do PCC
Polícia de São Pualo também apontou qual foi a possível motivação; ele e mais dois suspeitos seguem foragidos
O traficante Emílio Gangorra Castilho, conhecido como “João Cigarreiro” ou “Bill”, foi apontado pela Polícia Civil de São Paulo como o mandante do assassinato de Vinícius Gritzbach, morto em novembro do ano passado. De acordo com Ivalda Aleixo, diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o que motivou o crime foi inconformismo e vingança pela morte do amigo, Anselmo. Ele segue foragido.
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“O inconformismo dele, dele [Gritzbach.] estar solto ou vivo, porque ele foi levado para um abate e o Cigarreira era contra. Ele acha que ele deveria ter sido executado naquele Tribunal do Crime. [...] Então, ele não se conformava e ainda mais que Gritzbach estava solto, respondendo ao processo de homicídio solto, continuava fazendo negócios ilícitos e ainda fez uma delação no Ministério Público. [...] Isso o deixou ainda mais com sede de vingança”, diz Aleixo.
Os detalhes da investigação foram divulgados durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 13, em São Paulo. Segundo as autoridades, Cigarreiro é um traficante carioca com ligações com o crime organizado do Rio de Janeiro e de São Paulo. Quando estava atuando em uma das cidades, utilizava pelo menos quatro identidades diferentes para dificultar a localização.
Para chegar ao nome do suspeito, foram feitos o cruzamento de conversas de Whatsapp e ligações telefônicas, onde ele foi identificado. “O Emílio é um traficante, já respondeu por tráfico, por associação de tráfico, porte de arma, por falsidade ideológica. É um indivíduo de alta periculosidade, já ficou muito tempo foragido da Justiça. Agora, ele se encontra procurado por nós, por homicídio. E ele está foragido pelas investigações no Rio de Janeiro”, aponta o secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico.
Além de Cigarreiro, a polícia suspeita que o “olheiro”, Kauê do Amaral Coelho, também está no Rio de Janeiro. Já outro foragido, Didi, apontado como braço direito do mandante, estaria na Bolívia. Ainda de acordo com Nico, o próximo passo é rastrear os locais onde estão escondidos para que possam realizar a captura.
Nesta quinta-feira, 13, mais de 100 policiais foram às ruas para cumprir 26 mandados de busca e apreensão em endereços ligados onde os suspeitos poderiam estar. De acordo com Nico, para a Polícia, o caso está “fechado”.
“Agora, se eles estão foragidos, um dia vão ser pegos. Não vai correr a vida inteira. Um dia vai ser pego, mas o caso, para nós, está fechado”, afirmou.
Relembre o crime
Antonio Vinicius Lopes Gritzbach executado com dez tiros no dia 8 de novembro, na área de desembarque no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Toda a ação foi gravada por câmeras de segurança do local. Ele era réu por homicídio, lavagem de dinheiro e delator de integrantes do crime organizado como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de corrupção policial.