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Polícia

Família Pesseghini tem acesso a laudos que incriminam Marcelo, diz SSP

5 set 2013 - 18h10
(atualizado às 18h16)
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Homenagens em frente à casa da família marcaram data em que se completa um mês da tragédia
Homenagens em frente à casa da família marcaram data em que se completa um mês da tragédia
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

Seis membros da família Pesseghini foram recebidos na manhã desta quinta-feira no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde tiveram acesso ao conteúdo dos nove laudos periciais que integram o inquérito sobre a morte de cinco familiares na Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, no dia 5 de agosto. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a reunião foi solicitada pelos representantes da família e teve "total apoio da equipe de Homicídios".

A principal suspeita da polícia é de que o estudante Marcelo Bovo Pesseghini , 13 anos, tenha matado os pais, os PMs Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, além da avó materna, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e da tia-avó Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos, antes de cometer suicídio. As mortes ocorreram na casa da família, na Vila Brasilândia.

Os resultados das análises do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) chegaram ao DHPP na segunda-feira. Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazek, os laudos corroboram com a principal hipótese da investigação. "Os horários das mortes (que constam nos laudos) são muito precisos, com laudos muito bem elaborados, e esses laudos caminham para o mesmo norte das investigações da polícia", afirmou Blazek. "Fica claro, porque agora não se trata apenas de uma investigação. Temos laudos científicos que alinham com a investigação policial no sentido da autoria e do suicídio pelo Marcelo Pesseghini, mas o caso não está concluído. A partir do momento em que fecharmos todas as circunstâncias, vamos dar respostas à família e à imprensa", completou.

De acordo com a SSP, a equipe de investigação prestou todos os esclarecimentos solicitados pela família Pesseghini, e indicou aos familiares que o conjunto de laudos está "coerente com a linha de investigação, que aponta para o quádruplo homicídio seguido de suicídio pelo adolescente". Todos os laudos e demais documentos disponibilizados aos familiares foram lidos por Sebastião de Oliveira Costa, irmão da avó e da tia-avó de Marcelo.

"Os parentes deixaram as dependências do Palácio da Polícia Civil às 13h45min, após três horas e quarenta e cinco minutos de contato com os policiais que investigam o caso. Na saída, o grupo foi indagado sobre se restava alguma dúvida a respeito da investigação, o que foi negado pelos familiares", afirma a SSP em nota.

Nesta quinta-feira, foram depositadas flores em frente à casa da família, pela ocasião de que hoje se completa um mês da tragédia. Um grupo estendeu no local uma faixa com as frases: "Que a verdade seja dita, Marcelo inocente! Queremos justiça à família Pesseghini!"

Chacina de família desafia polícia em São Paulo

Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio.

A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra
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