Jornal: ao menos 6 jovens escaparam do pedreiro em Luziânia
Um jovem de 16 anos diz ter sido abordado pelo pedreiro Adimar Jesus da Silva, suspeito de ter matado seis adolescentes em Luziânia (GO), uma semana depois do segundo adolescente ter desaparecido. "Ele me chamou quando eu saía da padaria, perguntando se aceitava descarregar um caminhão de telhas. Disse que não poderia, pois na época estava trabalhando com a venda de DVDs na rua. Minhas pernas tremeram quando eu vi a foto dele no jornal. Esse cara, com certeza, ia me matar também", contou. O relato do jovem é contado de forma semelhante por outros cinco jovens e duas mães moradoras do Parque Estrela Dalva. As informações são do jornal Correrio Brasiliense.
Segundo a reportagem do jornal, Adimar não escolheria suas vítimas aleatoriamente. O perfil dos abordados era sempre o mesmo: rapazes com menos de 19 anos e de boa reputação, segundo o que contaram dois jovens de 19 e 17 anos. "Você pode ver os meninos que ele mexia. Todos, tanto os que morreram como os que conseguiram escapar, são bem tranquilos. Ninguém nunca teve problema com a polícia", disse um dos meninos. Ainda de acordo com a reportagem, os depoimentos dos adolescentes reforçam a tese de que Adimar aliciava rapazes quase que diariamente. Ele também não demonstrava comoção com o desespero das mães que procuravam notícias dos filhos. Todos os jovens ouvidos pela reportagem foram abordados por ele após o sumiço de Diego Alves Rodrigues, 13 anos, em 30 de dezembro do ano passado.
Jovens de Goiás
Entre os dias 30 de dezembro de 2009 e 22 de janeiro deste ano, seis jovens com idades entre 14 e 19 anos desapareceram em Luziânia, a 196 km da capital Goiânia (DF). O caso ganhou repercussão nacional e foi investigada, além da polícia, pela CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, da Câmara dos Deputados. O paradeiro dos jovens só foi solucionado na manhã de sábado, 10 de abril, quando o pedreiro Adimar de Jesus Silva, 40 anos, foi preso acusado de estuprar e matar os rapazes. Ele mostrou à polícia o local onde estavam os corpos dos garotos e, em entrevista, se disse arrependido e afirmou que pensava no sofrimento dos familiares dos jovens mortos. O pedreiro também declarou que foi vítima de abusos sexuais no passado e disse que cogitou o suicídio após a repercussão das mortes.