Jovem que morreu durante lipoaspiração é enterrada no Rio
Foi enterrada na manhã deste domingo a recepcionista Laiz Porto, 23 anos, morta após complicações em uma cirurgia de lipoaspiração no abdome. Cerca de 300 pessoas acompanharam o sepultamento, que ocorreu no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no Rio de Janeiro.
Casada e mãe de um bebê de 10 meses, Laiz deu entrada para fazer a lipoaspiração na clínica Santana, em Laranjeiras. Segundo policiais da 9ª Delegacia de Polícia (Catete), o marido de Laís, Alan Carvalho de Lima, suspeita que houve algum erro durante o procedimento. Ele teria notado uma grande movimentação no centro cirúrgico e, ao abordar uma enfermeira, soube que sua mulher tinha sofrido uma parada cardíaca. A clínica custeou o velório, mas não enviou representantes para o sepultamento.
O delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP, informou que após o Carnaval vai investigar se houve negligência ou imprudência por parte dos médicos durante a cirurgia. Responsáveis pelo procedimento, o cirurgião Rogério Cruz Figueira e seu assistente, Daniel Akira Minakami, já prestaram depoimento, mas serão chamados novamente para depor. "Terão que comprovar se estavam habilitados a fazer este tipo de operação", afirmou o delegado.
Sonho de ser professora
Moradora de Cascadura, Laiz sonhava em se tornar professora de inglês. Ela já havia feito uma cirurgia para redução dos seios, aos 16 anos. A família não se conforma com sua morte. "Ela nunca foi muito satisfeita com o corpo, mas sempre foi saudável", garantiu a irmã, Tatiana Porto.
Thamyris Carvalho, amiga de Laiz, contou que a jovem tinha o sonho de fazer uma lipo desde a adolescência: "Queria não ter mais barriga, ter um corpo mais bonito".
Os responsáveis pelas clínicas Santana e Ênio Serra não foram localizados para comentar o caso. O segundo estabelecimento atendeu a jovem após a parada cardíaca, já que a Santana não tem centro de terapia intensiva (CTI), e foi onde ela morreu. Os estabelecimentos estavam fechados.