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Polícia

Milícia retoma disputa; cinco pessoas morrem no Rio

15 jan 2009 - 05h32
(atualizado às 10h29)
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A disputa por poder entre grupos paramilitares na zona oeste do Rio fez mais duas vítimas ontem, elevando para cinco o número de mortes atribuídas a milicianos. Com oito tiros dados pelas costas - cinco deles na cabeça - o presidente da associação de moradores da comunidade Novo Rio, em Gardênia Azul, Marco Aurélio França Moreira, o Marcão, foi executado de manhã, dentro da favela comandada por ele. Suspeito de integrar milícia na região, Marcão prestou depoimento na CPI da Alerj, que investigou os grupos paramilitares e acusou o vereador Cristiano Girão (PMN) de ser o principal suspeito, caso fosse alvo de atentado.

Presidente da associação de moradores da comunidade Novo Rio foi executado com oito tiros
Presidente da associação de moradores da comunidade Novo Rio foi executado com oito tiros
Foto: Uanderson Fernandes / O Dia

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Em Campo Grande, o despachante de cooperativa de vans Bruno Pantaleão dos Santos, 21 anos, também foi assassinado. Além da hipótese de rivalidade entre grupos paramilitares em Gardênia, a polícia também tem outras linhas de investigação.

Entre as suspeitas, está o envolvimento com loteamentos irregulares de terrenos na região. Marcão tinha 15 anotações por estelionato, por conta da venda dos mesmos lotes para pessoas diferentes. A última queixa contra ele pelo golpe foi registrada na 32ª DP (Taquara) na véspera de sua morte. Marcão também era investigado por extorsão, invasão de terra e homicídio e chegou a ser preso em 2007 por furto de energia.

De acordo com testemunhas, Marcão seguia, às 9h30, pela Travessa Franco, a 100 m da associação de moradores, para encontrar seu irmão, Alexandre. Dois homens chegaram por trás e efetuaram disparos. O irmão e um amigo dele conseguiram correr. Mesmo com três tiros nas costas, Marcão teria tentado ir na direção dos atiradores, mas caiu. Os bandidos deram outros cincos tiros na cabeça.

Quatro cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas no local, além de duas balas intactas. Moradores cobriram o corpo com um lençol e cartaz da campanha do vereador Fernando Moraes (PR).

Em depoimento, o irmão da vítima disse não conhecer os atiradores. O vereador Girão também deverá ser ouvido. No local, a irmã de Marcão negou que ele integrasse a milícia: "ele não faz parte dessas coisas. Inimigo todo mundo tem". Moradores disseram que ele seria dono de vários imóveis na localidade, também conhecida como 'Comunidade do Marcão'. O comércio ficou fechado.

Semana passada, um prédio que Marcão tinha no Recreio dos Bandeirantes em parceria com Carlos Roberto Barbosa Teixeira, o Carlinhos do Gelo, foi demolido pela Operação Choque de Ordem da Prefeitura. Há três meses, o mesmo Carlinhos, que vende gelo para quiosques no Recreio, também foi vítima de tentativa de homicídio, em Jacarepaguá.

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