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Polícia

Motorista drogado que matou família esmagada por caminhão no PR é indiciado por homicídio

Polícia aponta que condutor trafegava em alta velocidade, sob efeito de cocaína, e omitiu a presença do carro esmagado durante o acidente

8 abr 2025 - 21h00
(atualizado às 23h06)
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Resumo
Motorista de caminhão é indiciado no Paraná por três homicídios qualificados após acidente em Ortigueira; ele dirigia sob efeito de cocaína e ignorou riscos na PR-340, causando colisão fatal.
Vítimas foram encontradas apenas no dia seguinte, na remoção do caminhão
Vítimas foram encontradas apenas no dia seguinte, na remoção do caminhão
Foto: Divulgação/PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou nesta segunda-feira, 7, o motorista do caminhão envolvido em três homicídios qualificados em Ortigueira e por dirigir sob efeito de substância psicoativa. Segundo a investigação, o homem estava sob efeito de cocaína no momento do acidente e não comunicou às autoridades que havia um carro atingido sob a carga de madeira.

O caso aconteceu no dia 31 de dezembro de 2024, na PR-340, em Ortigueira. O caminhão bitrem que o motorista conduzia, carregado com cerca de 35 toneladas de toras de madeira, tombou sobre um carro, matando Ana Carolina Pires de Oliveira, Jandira Marciliano Pires e José Ronaldo Pereira da Silva. 

“O carro foi descoberto e encontrado apenas no dia seguinte, durante a remoção do caminhão bitrem, totalmente esmagado sob a carga”, afirmou o delegado João Paulo Martins Barreiro, responsável pela investigação.

De acordo com ele, o motorista trafegava a aproximadamente 75 km/h em um trecho de declive acentuado e curva sinalizada com limite de 40 km/h. As imagens e dados de telemetria indicam que ele já conhecia a estrada e ignorou o risco. “As imagens e dados da telemetria mostram que ele ignorou as condições de risco, mesmo ciente das consequências, o que caracteriza dolo eventual”, explicou Barreiro.

Além disso, o laudo toxicológico feito após o acidente confirmou a presença de cocaína no organismo do condutor. Imagens internas da cabine também registraram comportamento anormal antes do tombamento, como gestos excessivos e direção com apenas uma das mãos.

O delegado afirmou ainda que o superaquecimento do sistema de freios foi provocado por condução inadequada, sem uso do freio motor e com marchas impróprias, o que comprometeu a capacidade de frenagem do veículo.

O motorista, que já tinha percorrido o trecho diversas vezes, foi indiciado por três homicídios qualificados, com dolo eventual e com a qualificadora de meio que resultou em perigo comum, além do crime de conduzir veículo sob efeito de substância psicoativa. A carteira de habilitação dele foi suspensa, e outras medidas cautelares foram aplicadas. 

Fonte: Redação Terra
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